A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/02/2020
Um dos problemas mais significativos da sociedade brasileira contemporânea é a ausência de educação financeira, principalmente, para os jovens, tornando-os irresponsáveis em relação às primeiras finanças. Esse infortúnio está ligado, sobretudo, à negligência da família e da escola, bem como aos prejuízos socioeconômicos. Em vista disso, há a necessidade de serem tomadas medidas para solucionar ou minimizar a problemática.
Antes de tudo, vale ressaltar que a displicência familiar e escolar em relação à educação monetária para os jovens é um fator preponderante para as dificuldades financeiras que eles enfrentarão posteriormente. Segundo o filósofo Michel Foucault, a principal função dos micropoderes (poderes exercidos pelas diversas instituições) no corpo social é interiorizar e fazer cumprir as normas estabelecidas pela disciplina social. Porém, percebe-se que a família e a escola, ao não educarem os jovens sobre operações financeiras, contribuem para que estes não aprendam ações fundamentais para a vida adulta, como o ato de economizar e as atividades bancárias, o que confronta o pensamento de Foucault.
Consequentemente, em virtude da ausência desse tipo de educação, a sociedade e a economia nacional perdem potencialidades empreendedoras de jovens. Prova disso é que, conforme a CNDL(Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), quase metade dos brasileiros está endividada, e desses inadimplentes, mais de 12 milhões de pessoas têm idade entre 18 anos e 24 anos. Nesse contexto, nota-se que isso é muito preocupante, visto que prejudica bastante a economia brasileira, colaborando, por exemplo, para a desvalorização da moeda nacional, o aumento do desemprego e a precarização das relações trabalhistas.
Fica evidente, portanto, a necessidade de mediação da família, da escola e do Estado, entre outras instituições sociais, com o objetivo de promover a educação financeira para os jovens. Assim sendo, é necessário que, nas famílias, os pais dialoguem com os filhos, ensinando-lhes hábitos básicos e eficientes, como a poupança e a mesada educativa. Nas escolas, por sua vez, os professores devem abordar esse tema com os alunos, por meio de palestras e projetos pedagógicos periódicos. E o Estado, por intermédio do Ministério da Educação, deve criar campanhas publicitárias que expliquem sobre a importância da educação financeira para a cidadania e destaquem a eficácia de intervenção conjunta entre a família e a escola. Em suma, entre outras medidas, essas podem auxiliar a minimizar o problema em questão.