A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/02/2020

Conforme dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inadimplência atingiu, em 2018, cerca de 60 milhões de cidadãos. Nesse contexto, a ausência de educação financeira é uma das principais explicações para esse quadro. Não restam dúvidas que saber administrar as finanças é de suma importância, contudo os hábitos familiares e as práticas de consumo atuam, respectivamente, como causa e consequência a respeito dessa questão.

Inicialmente, os costumes antiquados dentro do ambiente familiar ainda perpetuam para a falta de educação financeira. De acordo com a teoria da tábula rasa do filósofo inglês John Locke, todos os seres humanos nascem iguais e a mente de cada um é um página em branco, na qual é preenchida mediante o aprendizado vivenciado. Ao contrário desse conceito, os pais não dialogam com seus filhos em relação às questões financeiras, ao mesmo tempo que privam o jovem da experiência de administrar o dinheiro. Dessa forma, a pessoa cresce sem apresentar qualquer habilidade na gestão da renda e, por consequência, acaba se transformando um possível inadimplente na vida adulta.

Outrossim, um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, é o consumo responsável, dessa maneira a educação financeira é uma das formas de frear a consumação exagerada, a fim de cumprir a meta. Ademais, com as Revoluções Industriais e a consolidação do sistema capitalista, o consumismo foi normalizado, afetando o planejamento financeiro, uma vez que um imprevisto nas finanças faz com que a pessoa se torne inadimplente. Por fim, segundo o Banco Mundial, 44% da população brasileira não tem reservas para emergências, dado que reforça o consumismo como consequência da falta de educação financeira.

Portanto, constata-se que o ensino sobre finanças é de grande relevância para a vida do cidadão e sua ausência é sinônimo de problema. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação, que é responsável pela destinação dos recursos, eduque financeiramente os jovens, por meio da implementação de disciplinas de gestão financeira. Essa proposta tem como finalidade elevar a capacidade de administração da renda e, consequentemente, diminuir a população inadimplente.