A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/02/2020

É indubitável que a vida financeira do cidadão é um dos mais importantes fatores para a vida em sociedade. No entanto, a maioria dos indivíduos não sabem gerenciar suas finanças. Isso porque, a educação financeira que obteve durante sua juventude foi de baixa qualidade. Tal fato traz uma série de consequências, como a  formação de jovens irresponsáveis e endividados em relação as primeiras finanças e a crescente estimulação do consumo alienado.

A priori, é imperioso ressaltar que a formação de jovens irresponsáveis e endividados deve-se à negligência da família e da escola em relação a prática de ensiná-los sobre a vida financeira. Segundo uma pesquisa realizada pela S&P Global Financial Literacy Survey, dois em cada três pessoas no mundo são analfabetos financeiros. Nesse sentido, percebe-se que há um grande déficit na educação financeira hodierna, já que grande parte dos indivíduos não recebem um grande auxílio das escolas nem dos pais sobre o assunto e, consequentemente, suas decisões sobre seu orçamento são precipitadas e causam o endividamento.

Ademais, salienta-se que a educação financeira de baixa qualidade acaba estimulando o consumismo alienado, uma das principais características da sociedade capitalista. Com a industrialização do mercado durante a primeira Revolução Industrial e com a evolução tecnológica, o consumismo cresceu exponencialmente, visto que a compra de bens é, geralmente, induzida ou recomendada pela mídia. Sendo assim, os cidadãos que não são educados financeiramente acabam sofrendo com o consumismo alienado, dado que por não saberem organizar os seus orçamentos acabam inadimplentes.

Portanto, tornam-se necessárias medidas que solucionem as problemáticas apresentadas. Primeiramente, cabe as escolas, em parceria com as famílias, ensinar  sobre a vida financeira para os jovens, por meio de debates e discussões em sala de aula e no ambiente domiciliar, com o fito de auxiliá-los a tomar melhores decisões sobre os seus orçamentos no futuro. Em segundo lugar, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cidadania, deve promover palestras, em instituições de ensino e em espaços públicos, sobre o consumo excessivo de bens sob influência da mídia, visando obter cidadãos que saibam organizar seus orçamentos. Quiçá, dessa forma, o número de pessoas que sofrem com o analfabetismo financeiro diminua.