A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/02/2020
O Índice de Desenvolvimento Humano(IDH), ao analisar a qualidade de vida de um país, deve levar em consideração, dentre outros aspectos, a saúde, a educação, a infraestrutura e o setor previdenciário, fatores que, para o seu pleno funcionamenio, dependem, basicamente, da economia. Em face disso, é necessário que haja a disseminação da educação financeira enquanto área do conhecimento, tendo em vista que esta é imprescindível ao desenvolvimento da nação.
A priori, pontua-se que o hábito de poupar é uma estratégia que previne o cidadão da inadimplência. Isso porque os grandes índices de dividendos são fruto, geralmente, da incapacidade financeira dos indivíduos das classes médias e baixas de arcarem com situações emergenciais, como o desemprego. Muito dessa inabilidade frente ao inesperado se deve à priorização do consumo de artefatos mercadológicos de segunda necessidade -como celulares de última geração, por exemplo- em detrimento da poupança de dinheiro. A falta de educação de financeira resulta, portanto, no endividamento.
Além disso, o ato de investir é determinante para a aquisição da liberdade financeira, isto é, o aumento do poder de compra. Isso porque investimentos em fundos privados ou governamentais geram lucros a longo prazo, o que aumenta a renda líquida do investidor, dispensando a necessidade de contração de empréstimos. Sendo assim, o financiamento de carros é uma realidade para muitos indivíduos que, ao acreditarem que é impossível realizar a compra de um carro à vista com um capital resultante de investimentos, acabam por gerar lucros a credores que comercializam tendo por base o regime de juros compostos. Logo, o conhecimento econômico se apresenta como a resolução dessa problemática.
Dado o exposto, urge que o Ministério da Economia incentive a adoção do estilo vida miimalista por parte dos cidadãos, a partir de propagandas televisivas em que sejam abordados os benefícios do consumo consciente e ponderado, com o fito de estimular os telespectadores a pouparem. Por outro lado, é dever da Caixa Econômica Federal disseminar informaçoes sobre o ato de investir, promovendo palestras em praças públicas em que economistas abordem estratégias alternativas frente aos financiamentos, objetivando diminuir os índices de dividendos na população.