A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/06/2020

Cada vez mais, a “onda” do consumismo tenta influenciar a população de que para ser feliz é preciso ter mais bens materiais. Contudo, apesar de ser uma ideia muito problemática, várias pessoas têm aderido tal concepção e acabam descontrolando seus gastos. Por isso, faz ser necessária a análise sobre a importância da educação financeira na vida do cidadão, a partir ótica das causas e consequências.

Em primeira instância, é preciso entender o que leva as pessoas a terem uma vida financeira ruim. Nesse sentido, percebe-se que não existe, na maioria dos indivíduos, uma consciência dos gastos, o que leva as compras desnecessárias e ao endividamento. Isso acontece porque os cidadãos não são ensinados nem pelos pais – em que muitas vezes se encontram no mesmo problema- e nem pela escola, uma vez que esse conteúdo não é passado por palestras ou em sala de aula, como ter uma boa vida financeira. Esse reflexo é facilmente perceptível na sociedade, no qual a preocupação com os gastos começa a surgir com a fase adulta em que há independência de terceiros, mas ainda assim muitos terminam o ano com a conta no vermelho.

Outrossim, muitos impactos são gerados. Sendo assim, observa-se que o endividamento é uma consequência direta, seguido pela falta de reservas para casos emergenciais, como saúde e desemprego. Nesse contexto, o indivíduo fica à mercê dos auxílios do governo, em que muitas vezes já se encontram superlotados. A prova disso é o Sistema Único de Saúde (SUS), no qual há uma demora gigantesca para conseguir exames e consultas. Além disso, essa vaga ocupada por uma pessoa que tem renda, boa ou razoável, poderia ser evitada e deixada para pessoas que realmente não recebam um bom salário. Ainda se percebe a intensificação da poluição ao meio ambiente, já que quando mais compras, mais serão as embalagens para serem descartadas.

Portanto, medidas são precisas para resolver o entrave. Dessa forma, o Ministério da Educação – responsável pelo sistema de ensino brasileiro- por meio de uma aliança com o Ministério da Economia, deve oferecer palestras nas escolas e a reformulação da grade curricular para abrir espaço para as aulas sobre educação financeira em disciplinas como matemática, história e sociologia, a fim de alertar o alunado e educa-lo sobre esse problema atual. Ademais, o governo deve investir em propagandas educativas nas redes televisivas e sociais. Assim será possível solucionar o problema em nível nacional e enfrentar o consumismo exacerbado.