A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/02/2020

À luz das ideias do psicanalista austríaco Sigmund Freud, o novo sempre despertou perplexidade e resistência. Diante disso, é possível compreender a importância da educação financeira na vida do cidadão brasileiro, haja vista que tal assunto ainda é um entrave a uma sociedade em que investir em educação é sinônimo de gastos. Nesse sentido, entender a ineficácia do sistema educacional do Brasil e perceber o papel da mídia é indispensável.

De acordo com o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Em conformidade a isso, o cenário econômico brasileiro corrobora este pensamento, tendo em vista que a ciência financeira é inacessível aos indivíduos de baixa renda, o que fortalece a segregação socioeconômica. Demonstra-se, com isso, que a restrição do conhecimento contábil é um problema de caráter social, a medida que os “excluídos” ficam às margens do preconceito e da discriminação.

Outrossim, na concepção do livro 1984 de George Orwell, as pessoas são dominadas pela ideologia dominante, ou seja, pelo poder do convencimento. Nesse contexto, a mídia possui uma enorme capacidade imperativa sobre o cidadão, fazendo-o gastar mais que o possível e, caso o indivíduo não tenha a disciplina econômica necessária, este poder induzirá a crises financeiras graves. Destarte, a alienação e o consumismo são consequências da ineficaz educação monetária brasileira, já que o sujeito fica totalmente alheio à dominação midiática.

Em suma, é imperioso que o Governo Federal, a partir do Ministério da Educação, enfatize a educação financeira, por meio de palestras em locais públicos, como praças ou centros culturais, sobre a importância desse conhecimento para o bem-estar do cidadão, a fim de promover e dissipar o ensino para todos. Só assim será possível uma melhora nas condições financeiras da população, além de potencializar a economia do país.