A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/03/2020
Em 2008 ocorreu uma das maiores crises do Capitalismo contemporâneo, pois nos Estados Unidos uma bolha imobiliária surgiu e, quando estourou, abalou as bolsas daquele país e, de certo modo, das outras nações. Em razão disso, o mundo ainda vive uma instabilidade econômica manifestada em flutuações cambiais. Dessa forma, hoje, a educação financeira é altamente necessária na vida do cidadão. Porém, no Brasil, essa pratica ainda é incipiente, o que compromete a vida monetária dos indivíduos.
Inicialmente, no início de 2018 o Governo Federal instaurou a educação financeira na grade curricular das escolas como meio de formar uma geração que saiba lidar com o dinheiro. Porém, embora no cronograma escolar, essa matéria não está senda aplicada na maioria das instituições escolares do país, o que é ruim. Isso porque os professores não são qualificados para lecionar essa matéria de forma integrativa, isto é, ao considerar suas facetas matemática e social, pois o governo não desenvolveu projetos de qualificação para os educadores nessa área. Por exemplo, quando uma escola passa a integrar essa matéria, geralmente é de forma improvisada, uma vez que, na maioria das vezes, o professor que fica responsável é o de Matemática, o que simplifica a matéria, ao não considerar a parte social. Dessa forma, o ensino de finanças na escola não é eficaz.
Em decorrência disso, haverá o comprometimento da gestão financeira e das potencialidade econômicas dos indivíduos no futuro. A razão disso é que será formada uma geração com poucos conhecimentos em manejo do dinheiro, o que poderá ocasionar problemas econômicos para essas pessoas, sobretudo entre os mais jovens, ou seja, seguirá a tendencia atual de inadimplência nessa faixa etária, alta conforme o SPC. De outra parte, a capacidade empreendedora será afetada, pois como esses cidadãos possivelmente estarão endividados, não existirão muitas possibilidades de investimento. Logo, com uma educação financeira falha, os indivíduos encontrarão problemas de gestão econômica na vida adulta.
Dado isso, o Ministério da Educação deve promover a implementação efetiva da educação financeira nas escolas. Isso poderá ser realizado por meio da qualificação dos professores. Por exemplo, as secretárias municipais de educação devem realizar programas de especialização dos professores em educação financeira. Assim, as aulas serão mais eficientes e, com isso, os jovens terão maiores noções em finanças, o que evitará o surgimento de uma geração que não saiba lidar com o dinheiro.