A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/02/2020
No filme A Grande Aposta, a personagem Michael Burry percebe que o mercado econômico americano está prestes a entrar em colapso e, em meio a isso, ele decide investir a seu favor. Fugindo da ficção, hodiernamente há uma negligência a respeito da educação financeira, levando a maioria da população a não ter mecanismo de ação semelhantes aos do intérprete supracitado. À vista disso, tais ensinamentos são de suma importância para gerar um alto potencial de empreendedorismo na sociedade adulta e jovem.
Na contemporaneidade, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 23% dos jovens nem estudam e nem trabalham, constituindo a geração Nem Nem. Nesse caso, a indiligência das famílias em não incentivar e instruir os menores a ter autonomia monetária, acaba levando à construção de indivíduos estagnados e dependentes de responsáveis durante um tempo extenso. Logo, ao ficar sem suporte financeiro, estas pessoas ficarão a mercê da inexperiência.
Ademais, a inaptidão ocasionada por essa falta de informação, acaba resultando em uma crescente inadimplência. De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 62 milhões de consumidores estavam com o CPF negativo, tal fato deixa transparecer a negativa no potencial empreendedor no Brasil. Contudo, uma vez a educação financeira sendo aplicada, muitos pais terão auxilio de seus filhos, que poderão guia-los por caminhos que levem a uma ficha limpa e melhor gerenciamento das finanças familiares.
Diante dos fatos apresentados, urge a necessidade de mudança em detrimento da grande importância desse aparato educacional. Assim, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório transmitir aos alunos o ensinamento necessário para que eles criem uma base financeira com responsabilidade e cautela, por meio de complementos teóricos e práticos nas diversas disciplinas, mostrando que a relação com o dinheiro vai além da matemática e da utilidade consumista.