A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/03/2020

O horário de verão foi idealizado na Primeira Guerra Mundial com o intuito de promover vantagens econômicas em um período de inconstâncias e incertezas. Essa medida era adotada pelo Brasil devido aos mesmos motivos, mas que leva a questionar se trará benefícios para uma população despreparada financeiramente. Nesse contexto, mais de 60 milhões de brasileiros estavam devendo o pagamento de alguma conta em 2018 segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito. Acresce que há a necessidade da educação financeira visto o aprendizado individual acerca do assunto e também as consequências positivas para a economia do País.

É de suma importância atentar-se para o fato de que a educação financeira vai além da administração do próprio dinheiro. Essa compreensão permite o acesso a conhecimentos desde empreendedorismo a funcionamento do sistema financeiro do País. Nesse sentido, um bom entendimento sobre finanças garante que eventos adversos não comprometam a economia do indivíduo da mesma forma caso esse não tivesse os mesmos conhecimentos. Dessa forma, compreender o sistema financeiro e aprender com ele garante que o indivíduo consiga controlar suas economias, saiba como a situação do país economicamente afeta sua vida, entre outras situações.

Somado a isso, a longo prazo a educação financeira de qualidade refletirá na economia do Brasil. Desde resolução de empecilhos diários à criação de pequenos negócios, todas essas situações geram consequências positivas à economia do País. Além disso, essa educação desde a tenra idade garante que o brasileiro venha a compreender a situação em que sua nação se encontra, por exemplo, como uma instabilidade no preço do petróleo afeta a sua vida especificamente e as relações do seu país à nível internacional. Em suma, a compreensão acerca do mundo financeiro particular e social garantirá crescimento econômico.

Portanto, a educação financeira na vida do cidadão é a garantia de uma vida melhor tanto para ele quanto para toda a população. Nesse sentido, o MEC deve, por meio da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), implantar o ensino financeiro nos anos iniciais da escola, garantindo que o jovem ao adentrar na vida independente já tenha conhecimento básico acerca do assunto. Além disso, para firmar as consequências na economia do país, é preciso que o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Cidadania, invista em pequenos negócios visando a concretização dos ensinamentos financeiros além de promover desenvolvimento social. Com essas ações o povo brasileiro será um povo mais educado financeiramente e o país prosperará.