A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/03/2020
No período colonial brasileiro, Portugal obteve grandes lucros ao explorar sua colônia do Novo Mundo, com extração de minerais e agricultura intensa, enriquecendo a coroa cada vez mais por séculos e possibilitando a metrópole a ser uma potência mundial da época. Entretanto, isso não ocorreu, pois os portugueses não investiram na produção interna e as riquezas conquistadas ficaram com a Inglaterra, na qual exportava todos os produtos manufaturados do período e se tornou a nação mais poderosa. Nesse contexto, é possível observar a importância da correta administração dos bens possuídos, algo ainda mais indispensável para um cidadão do Brasil no atual período do capitalismo financeiro. Assim, se faz necessário à população ter acesso a uma educação financeira para manter o equilíbrio das contas cotidianas e, dessa forma, saber lidar com o mercado desenvolvido atual.
O hábito de controlar o destino da renda pessoal é fundamental em uma sociedade urbana moderna e precisa ser feito de maneira adequada para evitar relações comerciais danosas e não prejudicar a economia da nação. Em 2018, o cientista ganhador do prêmio Nobel de economia afirmou em seus trabalhos o fato de à medida que sobra mais dinheiro, as pessoas tendem a gastar mais com produtos supérfluos e se endividar. Nessa perspectiva, o indivíduo precisa ter noção dos limites impostos pelo seu salário para não sofrer com a falta de dinheiro e ter um futuro débito pendente em áreas essenciais para sua sobrevivência, tornando o assunto pertinente para ser debatido no meio educacional e social.
Ademais, o capitalismo financeiro facilitou o acesso a transações antes detidas apenas pela alta burguesia, possibilitando a muitos trabalhadores comuns oportunidades de investirem na bolsa de valores esperando pelo retorno de capital, criando uma nova geração de investidores. Entretanto, os riscos pela falta de capacitação adequada são altos, a exemplo da Crise de 1929, que causou depressão em massa e levou empresários ao suicídio por conta das grandes perdas. Nesse sentido, é essencial, na contemporaneidade, que os cidadãos brasileiros tenham conhecimento apropriado acerca do empreendedorismo e seus riscos para terem uma ampla visão do funcionamento do mercado.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover desde a infância o contato com a realidade econômica enfrentada pelos trabalhadores da sociedade, com a inserção na grade curricular nas escolas de matérias relacionadas a economia, com o intuito de ensinar as futuras gerações a controlar seus próprios gastos. Além disso, o Ministério da Fazenda deve proporcionar a devida instrução aos interessados em investir, inserindo pequenos cursos a distância nas universidades de cada estado, para facilitar a propagação do conhecimento sobre o mercado financeiro. Com isso, o Brasil será um país com menos pessoas endividadas e mais conhecedoras da economia presente no cotidiano.