A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/03/2020
O escritor inglês Thomas More, na obra “Utopia”, retrata uma sociedade idealizada cujo o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a adoção de uma boa postura financeira por parte dos cidadãos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização das ideias de More. No Brasil, a falta de educação financeira é o principal impasse para o alcance do objeto. Tendo isso em vista, é notório que a importância da educação financeira é diretamente ligada ao desenvolvimento econômico do país dos indivíduos e dos país, o que torna fundamental a discussão da questão.
Filosoficamente, objetivo é o que se pretende alcançar, enquanto as metas são a tradução deles em definições de parâmetros, tornando-os tangíveis e mensuráveis, permitindo a construção de planos de ação. No âmbito econômico, o objetivo é a estabilidade financeira individual. No entanto, para atingi-la, tem-se como pré-requisito a responsabilidade pecuniária, a qual é barrada pela falta de educação. É indispensável que se tenha responsabilidade ao fazer investimentos ou escolhas no sentido econômico, visto que toda e qualquer decisão influencia no futuro monetário dos cidadãos. Sendo assim, é fundamental que a educação promovida auxilie na construção da postura a ser seguida.
O efeito borboleta, base para a teoria dos casos, é explicado pela ideia de que pequenas mudanças no início de um evento podem causar consequências devastadoras posteriormente em diversos setores. Da mesma forma acontece no âmbito econômico quando se trata de ações individuais. A economia se movimenta de dentro para fora, ou seja, o comportamento dos cidadãos é capaz de influenciar todo o país. Por isso, a fim de desenvolver economicamente o país, deve-se primeiro adotar uma boa postura por parte da população. Entretanto, sem instruções e disciplina pouco pode ser feito, reforçando mais ainda a relevância da educação financeira.
Tendo em vista tais argumentos, é possível inferir que a educação financeira é preponderante para promover o avanço econômico tanto estatal quanto individual. Para contornar a situação, o Ministério da Educação deve, juntamente às instituições de ensino públicas e privadas, oferecer instruções e ensino dinâmico em relação a finanças como mecanismo de ação semanalmente, a fim de proporcionar a fomentação de um novo comportamento mais disciplinado, fazendo com que os indivíduos ponderem bem antes de realizarem atividades que afetem o âmbito monetário. Além disso, é dever dos pais auxiliarem seus filhos, apresentando o mundo econômico a eles, com objetivo de se atentarem mais ainda às suas ações.