A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 26/03/2020

A teoria do eterno retorno, elaborada e difundida por gregos e romanos, consiste basicamente na concepção de que o tempo histórico é cíclico, isso é, repetitivo, com fases de nascimento, desenvolvimento, declínio e desaparecimento, que se repetem ao infinito. Dessa forma, momentos de crise(que são inevitáveis), principalmente financeiras, sempre assolaram -e sempre assolarão- o homem, desde que ele passou a viver em sociedade. Nesse sentido, muitas dessas crises monetárias acabam sendo catalisadas e intensificadas justamente por conta da falta de educação financeira, que têm prejudicado cada vez mais o desenvolvimento econômico-social da população brasileira e global. Assim, a educação financeira tem se tornado cada vez mais imprescindível para direcionar toda uma geração em prol do desenvolvimento nacional dentro de uma sociedade totalmente desregrada e consumista.

Segundo dados registrados pela SPC, cerca de 62,6 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com o nome sujo por conta de dívidas, o que corresponde a 41% da população adulta do país. Tal situação é apenas uma consequência da falta de educação financeira de uma geração, que acaba tendo um grande desequilíbrio entre o ser, fazer e ter, em função, principalmente, da sociedade consumista contemporânea, que força constantemente a compra desregrada de serviços e produtos. Dessa forma, quem não tem educação financeira sucumbe certamente aos interesses da sociedade capitalista,  contraindo assim dívidas e perdendo patrimônio e, consequentemente, qualidade de vida.

Além disso, a educação financeira promove autonomia, visto que o cidadão passa a ter controle sobre seu patrimônio sabendo como gerencia-lo da melhor forma, sem sucumbir aos dogmas consumistas do mundo contemporâneo, garantindo assim uma melhor qualidade de vida. Porém, apesar da já haver, em nível nacional, uma implementação dessa matéria em instituições de ensino públicas e privadas, a abordagem ainda é extremamente superficial, sendo assim pouco efetiva para preparar a próxima geração para cuidar melhor de seus patrimônios.

Sendo assim, é fundamental que os governos Federal, estaduais e municipais, aliados ao Ministério da Educação, juntamente com as secretarias de educação de cada estado, façam uma inserção mais profunda da educação financeira nas instituições de ensino do país, no afã de preparar toda uma geração para que possa ganhar autonomia financeira e romper com o dogma capitalista de consumo desenfreado. Além disso, o SEBRAE, juntamente com os poderes das esferas públicas,  devem realizar programas de educação financeira pelo país, ensinando essa geração que cresceu sem saber cuidar do dinheiro a gerenciar sua vida monetária da melhor forma possível.