A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/03/2020

Ao analisar o tema referente a questão financeira na sociedade vê-se que, além de não ter sua origem no cenário atual, ela esteve sempre presente diante da população, assim como suas consequências. Exemplo disso é na popularmente conhecida como Grande Depressão, ou Crise de 29, consistindo em uma recessão econômica que atingiu o capitalismo internacional no final da década de 1920. É notório que a falta de educação financeira na vida do cidadão, em especial na parcela carente, reflete diretamente tanto no seu bem estar social como na economia de uma nação. Dessa forma, faz-se necessário um reajuste que implique em um melhor aproveitamento dessa questão.

Na sequência, ao apontarmos o Brasil como um país emergente em constante desenvolvimento, torna-se pertinente acreditar que suas políticas econômicas e educacionais são, no mínimo, estáveis. No entanto, colocando em cheque os dados fornecidos pelo Serviço de Proteção ao Crédito, observa-se justamente o oposto, já que, no ano de 2018, cerca de 41% da população adulta brasileira finalizou o ano com contas atrasadas e com o CPF negativado. Essa desventura é responsável, muitas das vezes, pela baixa na economia de um país, visto que aqueles que se encontram endividados tornariam-se teoricamente uma parcela com pouco poder aquisitivo e consequentemente, inacessíveis na compra de produtos.

Nesse contexto, é conveniente indicar como os principais impasses da fomentação financeira nacional a visão banal do patrão sobre o seu assalariado – uma vez que este é voltado para o lucro do seu produto ao invés de quem o faz, em conjunto com o leque dos meios aquisitivos oferecidos pelo Estado (juros, parcelas e empréstimos) que, constantemente, resultam no endividamento do trabalhador. Além disso, a ausência de grades curriculares destinadas a abordar essa temática nas escolas também contribui para o declínio do poder monetário individual, uma vez que esse problema acarreta em um público leigo e propício a ingressar nesse tipo de situação.

Visto que a problemática apresentada é passível de ocorrer em diferentes classes sociais, se faz necessário a ação do Ministério da Educação em conjunto com a Base Nacional Comum Curricular, na melhor integração e ampliação da educação financeira como matéria essencial nas escolas, direcionando de forma mais assertiva a mentalidade da juventude a respeito desse assunto. Por conseguinte, o papel do Estado se torna fundamental ao regulamentar limites de compra para aqueles que apresentam alto risco de déficit monetário, evitando assim um ciclo vicioso de compra e dívidas.