A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/03/2020
Cada vez mais evidente, o conhecimento financeiro pela população é fundamental para o desenvolvimento social. Na última década, com o fenômeno do crescimento econômico da classe C e a elevação do poder de compra, tornou-se ainda mais necessária a análise e o planejamento frente ao aumento do consumo. Assim, a relevância da implementação do estudo das finanças nas instituições de ensino se faz notar, visando o desenvolvimento crítico de crianças e adolescentes.
Nesse sentido, no governo Lula houve um grande avanço econômico nacional, aumentando em 60% o salário mínimo. Com a criação de cerca de 10 milhões de empregos formais, o consumo foi amplamente incentivado por meio da redução dos preços. No entanto, o escasso conhecimento do sistema financeiro pelas famílias e a consequente falta de planejamento levam à formação de dívidas. Logo, uma grande parcela da população apresenta grande poder de compra e baixo poder de pagamento, o que mostra uma valorização do “ter” sobre o “ser”. A organização e o bom gerenciamento do capital resulta em um maior conforto, trazendo benefícios particulares e, quando o conhecimento é compartilhado, leva a ganhos em âmbito nacional. A exemplo, Nathália Arcuri, em seu canal no YouTube, ensina de forma descontraída algumas práticas de poupança e investimento.
Além disso, para alcançar a sustentabilidade e assim garantir a qualidade de vida das futuras gerações, a adoção de conteúdos programáticos sobre a economia na educação básica é essencial. Pertinente a isso, a Estratégia nacional de educação financeira (Enef), adotada pelo MEC, é responsável por levar às escolas da rede pública e privada a importância da poupança e da organização das metas de curto e longo prazo. Assim, a exemplo do que aprendem no colégio e participando abertamente de diálogos em casa, os jovens são capazes de trazer seu conhecimento adquirido para a vida pessoal e de revolucionar a situação econômica familiar, influenciando os pais com as práticas aprendidas.
Portanto, a educação financeira deve ser adotada para a formação de uma visão mais crítica e consciente a respeito dos bens de consumo. Desse modo, a Mídia deve, por meio de campanhas conscientizadoras e explicativas, promover uma discussão acerca do comportamento mais eficaz da sociedade frente às finanças para atingir o máximo de famílias. Associado a isso, o Ministério da Educação deve garantir a efetivação da Enef nas escolas e incluir a Família nas programações, por meio de palestras com engajamento, para que a comunidade possa incluir os jovens na organização econômica familiar e instruí-los a um melhor aproveitamento de seus recursos.