A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/03/2020

O italiano Charles Ponzi criou, em 1920 nos EUA, um sistema fraudulento, conhecido como “esquema de pirâmide”, que baseava-se em o investidor inicial convencer outras pessoas a lhes dar dinheiro para entrar em um “investimento certeiro” que ele está gerenciando. E sugere que essas pessoas, por sua vez, convençam outros a também investirem, o investidor ganhava muito dinheiro em pouco tempo, através do pagamento dos investidores seguintes. Logo o mesmo foi preso, embora seu método continue a motivar outros enganadores. Ainda hoje, ganhar dinheiro é visto como uma oportunidade para poucos, dependente da sorte e do destino, e, assim, grande parte da população não tem o mínimo conhecimento financeiro

Essa insatisfatória educação financeira pode ser vista no Brasil. Aproximadamente 85% dos brasileiros fazem compras sem nenhum tipo de planejamento, conforme o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), ou seja, os gastos são descontrolados, gerando dívidas ao consumidor. Dados levantados pelo SERASA, empresa de análise de crédito, mostram que nas mediações de 24% dos brasileiros se encontram em inadimplência. O número é ainda maior entre pessoas com idades de 18 a 30 anos.

Essas dívidas entre a população mais jovem podem ser explicadas pelo alto consumo e falta de experiência. O consumismo exacerbado é praticado para se manter um status, construindo uma imagem boa para pertencer a um grupo determinado. Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., na sua obra Política, traz uma explicação do porque a necessidade do ser humano precisar está incluso em determinado grupo na sociedade, condição extremamente importante no mundo jovem, que se tornou clássica: O homem é por natureza um animal político. No referente à falta de experiência, os compradores ainda não estão acostumados ao mercado, além de não terem conhecimento técnico sobre finanças.

Em relação à ausência de instrução, grande parte da culpa pertence ao sistema educacional brasileiro. Diferente de outros países, o Brasil não apresenta nenhum curso sobre o assunto para os alunos de ensino fundamental e médio. Caso o indivíduo queira aprender sobre, terá que procurar faculdades ou escolas específicas.

Diante de toda essa carência educacional, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Educação deve oferecer uma grade obrigatória de economia para os ensinos fundamental e médio, ademais, aulas de sociologia que discutam sobre consumismo e suas consequências. Além disso, incentivar cursos abertos de investimento dados pela Bolsa de Valores.