A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/03/2020
Durante o século XIX, contrário aos pensamentos filosóficos e sociológicos da época, surgiram os ideais de Karl Marx, com a defesa do materialismo histórico, no qual afirma que a condição material do indivíduo determina a consciência desse, sendo a economia a base das relações sociais. Conforme tais ideias, no cenário contemporâneo, é perceptível a presença da base teórica marxista, visto as discussões acerca das práticas de educação financeira diante das crises econômicas em diversas regiões do globo, com destaque para o Brasil: país com atos defasados para garantia de uma melhor percepção dos cidadãos sobre as atualidades. Assim, vê-se a administração de finanças como tópico carente dentro do território brasileiro, tendo em vista a dificuldade do governo em reconhecer a importância educacional, que geraria menos alienação e mais facilidade de lidar com as oscilações econômicas.
Em primeiro plano, é válido ressaltar a possibilidade de menos brasileiros estarem sujeitos a manipulações, já que a educação financeira permite o reconhecimento do trabalhador proativo, exemplificado pelos autônomos, entretanto, a presença de ações que estimulem essa visão é pouco vista nas escolas, de forma a negligenciar a obtenção de conhecimento para tal. Por conseguinte, é esperada a formação de uma sociedade alienada, devido a prevalência de um ideal conservador que exclui os jovens do âmbito financeiro, por serem considerados “crianças”. Dessa maneira, infere-se que há uma restrição governamental para o incentivo à participação dos adolescentes, sendo vista a mínima inserção da educação financeira no ensino básico.
Outrossim, torna-se necessário frisar a valorização da educação de fianças como fator determinante para maior quantidade de investidores na Bolsa de Valores e, também, a adesão às criptomoedas, de forma que haja mais chances de recuperação econômica em tempos de crise. Contudo, a maioria dos brasileiros busca o engajamento nas ações citadas após haver um déficit da economia, sendo notória a falta de práticas preventivas, reflexo da negligência estatal. Com isso, percebe-se que a busca do saber é desejada pela população já nos momentos caóticos, em meio ao desespero de estabilizar a economia.
Portanto, é visível que a importância da educação financeira é pouco difundida no território brasileiro, visto as práticas negligentes do Estado e da própria sociedade diante das atividades relacionadas ao âmbito econômico, sendo necessária a mobilização de ambos. Assim, cabe ao Ministério da Educação, junto às secretarias de estado, o incentivo ao empreendedorismo nas escolas, a partir de projetos sociais para o auxílio às comunidades carentes, para que assim, haja a familiarização com questões econômicas e de organização. Ademais, o Governo Federal, a partir das redes sociais e propagandas televisivas, deve divulgar o fortalecimento das ações no mercado financeiro, além de promover informações educativas, com o intuito de democratizar o conhecimento. Desse modo, seria possível a melhoria no sistema educacional de finanças, além de permitir ao cidadão o bem-estar social.