A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/03/2020

A crise de 1929, ocorrida nos Estados Unidos, impactou negativamente a economia de todos os países capitalistas da época, tendo em vista que todos estavam interligados economicamente. Nos Estados Unidos, no entanto, os efeitos da crise foram sentidos com mais intensidade, uma vez que os americanos estavam habituados a uma vida confortável e despreparados para lidar com uma crise econômica tão intensa. O Brasil contemporâneo, apesar de não sofrer crises semelhantes à de 1929, apresenta um cenário econômico instável, além de uma população pouco educada acerca de economia, o que é prejudicial ao indivíduo e à sociedade, o que torna nítida a necessidade da implantação de educação financeira na vida do brasileiro.

Segundo Rousseau, filósofo iluminista, “o homem é o produto do meio”, ou seja, as ações individuais do homem são determinadas pelo meio social em que vive. Trazendo a frase do filósofo para a realidade atual, é possível afirmar que o consumismo, resultante da sociedade capitalista e veiculado pelos meios de comunicação, exerce forte influência sobre os indivíduos, fazendo com que suas mentalidades estejam voltadas ao consumo do que é popular, deixando em segundo plano a responsabilidade financeira que deveriam ter. Sendo assim, é possível afirmar que, somado à falta de educação financeira no país, o incentivo ao consumo exacerbado na sociedade capitalista é um grande fator agravante da situação do país.

No ano de 2018, uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), evidenciou uma clara consequência da má educação financeira do brasileiro: o grande número de endividados no país. Segundo a pesquisa, cerca de 62,5 milhões de brasileiros terminaram o ano com o nome sujo, mostrando um grande problema na economia do país, causado pela irresponsabilidade dos indivíduos. Desta forma, torna-se necessário que o brasileiro seja ensinado a priorizar os gastos essenciais, organizar o orçamento familiar e deixar de lado os gastos supérfluos a fim de reduzir o número de pessoas com nome sujo no SPC.

Portanto, é possível inferir que a educação financeira é imprescindível para que haja melhora no cenário econômico brasileiro. O Governo Federal, por meio do Ministério da Educação deve acrescentar a educação financeira à Base Nacional Comum Curricular, a fim de formar cidadãos economicamente conscientes e responsáveis. Ademais, deve-se financiar campanhas conscientizadoras para que as pessoas que já passaram pela formação escolar também possam ter acesso à informação.