A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/03/2020

O Plano Real de 1994, o qual fora planejado desde o ano anterior pelo presidente Itamar Franco, não só foi pensado como maneira de pôr um fim na elevada taxa de inflação que o país possuía neste período, como também foi o responsável por dar abertura para a inserção da educação financeira no contexto brasileiro. Com o decorrer do tempo, a importância de uma boa preparação monetária na vida dos cidadãos brasileiros, como a formação de pessoas mais responsáveis financeiramente e a evitação de acúmulo de dívidas dos indivíduos, adquiri uma necessidade cada vez maior no cotidiano do Brasil.

Sabe-se que a formação de um indivíduo não só é realizada no contexto familiar, mas como também no escolar, visto que essa instituição possui a responsabilidade em prepará-lo para uma vida em sociedade e na formação de bons cidadãos. Desta forma, é notório que a falta de incentivo a um maior discernimento com o dinheiro, que é algo sério, possui consequências graves, devido ao fato da pessoa  atingir a vida adulta sem saber administrar sua fonte de renda.

Outro fator a ser considerado é que o Brasil é o único país do mundo onde há a possibilidade de pagamento de compras em parcelas, o que viabiliza aos brasileiros uma dívida, muitas vezes a longo prazo, e também não incentiva as pessoas a se organizarem e só usufruírem desse capital quando, de fato, puderem. Nesse sentido, ao observar, por exemplo, países como a Suécia, nos quais a população aprende desde cedo a administrar seu dinheiro, nota-se uma sociedade mais responsável financeiramente; e menos endividado; ao comparar com o Brasil.

Portanto, visto que a educação financeira é de suma importância na sociedade, medidas hão de ser tomadas. Desta forma, é necessário que o Ministério da Educação acrescente no currículo da Base Nacional Comum Curricular uma área voltada para a Educação Financeira, para que haja um acompanhamento, e consequentemente, uma melhor formação de cidadãos mais responsáveis monetariamente. Outra medida a ser tomada é através da ação conjunta do Ministério da Economia e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, para que estes possam formular uma plataforma digital, aplicativo ou site, que funcione auxiliando as pessoas na administração do seu capital, ajudando-as na melhor forma de utilizar-lo e impossibilitando um eventual endividamento.