A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/03/2020
Desde a intensificação da Globalização e os processos de Revoluções Industriais, observa-se, em escala global, um aumento da diversidade de produtos e da facilidade do acesso à aquilo que se deseja comprar. Esse cenário não é diferente no Brasil, entretanto, a população brasileira encontra-se despreparada e desorientada com relação à maneira de lidar com o dinheiro. Dessa forma, muitos possuem o hábito do consumo inconsciente e, em alguns casos, acabam se tornando inadimplentes, o que gera problemas econômicos para o país, e demonstra a necessidade dos brasileiros serem educados financeiramente.
Com relação ao negativo hábito de consumo inconsciente, entende-se como uma das principais causas o que o sociólogo Bauman denominou “Sociedade de Consumo” - pautada na aquisição de bens, pela associação do consumir à felicidade, e bombardeada por estratégias que fomentam o desejo de compra pela fetichização de mercadorias. Dessa maneira, as pessoas adquirem produtos desenfreadamente, muitas vezes sem necessidade, e, como consequência, ocorre o aumento do número de endividados.
Nesse caso, as pessoas que não são capazes de lidarem com suas despesas e deixam de cumprir com suas obrigações no prazo determinado são chamadas de inadimplentes, e, segundo dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de 30% dos brasileiros encontram-se nessa situação. Tendo em vista esse endividamento, muitos buscam solução nos cheques especiais, nos empréstimos e nos financiamentos, contudo, ao invés de resolverem o problema, acabam com dívidas ainda maiores devido às elevadas taxas de juros. Assim, é possível perceber a tendência de um círculo vicioso em que os brasileiros pioram suas condições na busca de uma melhora, o que demonstra a falha no entendimento sobre finanças e sobre economia.
Sendo assim, com o objetivo de melhorar a maneira como os brasileiros lidam com o dinheiro, tendo em vista os prejuízos causados pelo desconhecimento com relação ao assunto, é dever do Ministério da Educação educar a população, ensinando-a a como manejar seus gastos e suas dívidas. Isso deve ser feito por meio da declaração de obrigatoriedade, na grade curricular educacional, das aulas de Educação Financeira, que devem ser oferecidas em todos os anos escolares. Além disso, visando alcançar aqueles que estão fora da idade escolar, o Governo deverá investir no oferecimento de palestra e de cursos, mediados por economistas, sobre o assunto em questão, e na manutenção de projetos - por exemplo o “Me Poupe”, oferecido pelo SEBRAE - que orientem os participantes sobre como fazerem suas economias, como evitarem despesas e como comprarem de forma consciente.