A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/03/2020
Com o fim do Império Bizantino que marcou o fim do feudalismo e propiciou o desenvolvimento do capitalismo, o mundo foi palco de diversas mudanças. Houve um aumento exponencial do consumo, no entanto esse aumento não foi acompanhado pela adoção de práticas responsáveis e criteriosas, gerando um grande problema com a gestão do dinheiro por parte da população em um sistema que, por si só, é inconstante e apresenta crises, agravando a situação. Isso se deve em razão do consumismo exacerbado e da ausência de uma política educacional.
Primordialmente, é preciso destacar que o atual período tem como uma de suas principais características as altas taxa de consumo. O filósofo e escritor Bauman fala de um mundo líquido em que tudo, inclusive as relações sociais, é descartado rapidamente. A indústria está constantemente lançando novos produtos e a mídia criando uma cultura de consumo em torno deles. Consequentemente, a sociedade é levada a adquiri-los de maneira irracional, sem analisar se ele é realmente necessário ou se as condições financeiras estão favoráveis para realizar a compra.
Por outro lado, se vive em um contexto altamente capitalista e impregnado de ideais de consumo sem uma instrução prévia de como gerenciar recursos nesse meio, como evitar uma crise ou como passar por ela. Para o filósofo Immanuel Kant , o homem é aquilo que a educação faz dele. Assim sendo, é inadmissível pensar que o sistema educacional que oferece conteúdo nas mais diversas áreas do conhecimento para os jovens usá-lo para adentrar no mercado de trabalho não ofereça nenhuma instrução que o auxilie dentro em como saber administrar seus recursos dentro desse mercado. Com tal descaso, o risco de ter pessoas financeiramente inconsequentes é maior, causando grandes transtornos à Economia.
Em virtude dos fatos apresentados, necessário adotar medidas que eduquem o cidadão financeiramente. A mídia, tanto televisiva como virtual, poderia promover campanhas que incentivassem os cidadãos a adotar hábitos financeiros saudáveis, ao invés de promover e enaltecer valores consumistas, incentivando a compra consciente. O Ministério da Educação por sua vez poderia incluir na grade curricular de ensino um curso voltado para a educação financeira, oferecendo não só o ensino para o estudante adentrar o mercado, mas para que ele também possa desenvolver uma postura responsável e adequada nele.