A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/03/2020

No Brasil, reeducar financeiramente a população constitui um problema sociopolítico. Tal medida ,devido não só à negligência estatal, mas também à ignorância coletiva, esbarra em questões culturais, já que a banalidade de parte expressiva da sociedade colabora para o crescimento dessa problemática. Dessa forma, construir mecanismos colaborativos, cujo propósito sejam mudanças de hábitos, mostra-se urgentemente necessário.

Nesse sentido, consta-se, no meio hodierno, a inoperância governamental quanto a promoção de políticas públicas para a conscientização da gestão de dinheiro popular. Sob essa vertente, já dizia o filósofo inglês John Locke, que o ser humano nasce com a mente equiparada a uma ’’ folha em branco ‘’,propícia ao acesso e desenvolvimento da educação universal. Tal que não é justificável a manutenção pelo Estado da restrição da difusão de conhecimentos financeiro à somente camadas etilizadas , pois colabora com o aumento dos altos índices de inadimplência e endividamentos, além da segregação social .Como desdrobamento disso, é estabelecido um forte ciclo de atraso econômico, visto que grande parte dos brasileiros não possuem mecanismos de competência nessa área. De maneira que não é razoável que o país almeje tornar-se uma nação progressista, mas ainda mantenha-se fixo a padrões retrógrados.

Outroassim, é valido destacar o conceito de banalidade do mal, atribuído pela filósofa judia Hannah Arendt, em que ela descreve a habituação dos indivíduos para com as contrariedades existes em seu meio. No qual a falta de oportunidades para a aprendizagem de gestão de dinheiro, juntamente com a visão coletiva de inutilidade sobre esse assunto, coopera na formação de uma linha de pensamento banal que leva ao desinteresse. Posto que é indubitável que haja o cumprimento do direito constitucional da educação, com a garantia do ramo da educação financeira, visto que seu perfil é de grande importância e interferência no meio social.

Portanto, faz-se preciso ações cinérgicas dos atores sociais para a aproximação do ensino financeiro dos brasileiros. Para tanto, o Governo deve promover o desenvolvimento informacional sobre a gestão correta de dinheiro, por meio de campanhas e palestras públicas, ampliadas em meios midiáticos, que abordem discursos de empreendedorismo e a importância dessa área para a evolução do ser. Além  também de implantar nas instituições escolares, momentos didáticos sobre organização econômica e planeijamento financeiro. A fim de que, dessa forma, o quadro passado de negligência mútua minimize-se, e o País caminhe em prol da coletividade.