A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/03/2020

As políticas educacionais adotadas por Getúlio Vargas na década de 1930 representaram um grande avanço na democratização do conhecimento, bem como na emancipação do ensino. Essas políticas, no entanto, não contemplaram o ensino no que tange a educação financeira e muitos brasileiros sofrem por tal negligência. Cabe analisar, portanto, como o consumismo e o desamparo governamental influenciam essa inercial problemática.

A priori, é preciso destacar que, como foi exposto pelo sociólogo Zygmunt Bauman, com a frase “consumo, logo existo”, a conjuntura da sociedade moderna empenha-se cada vez mais no estimulo do consumo desenfreado. Assim, é visto um gradativo aumento na quantidade de endividados, uma vez que, sem educação financeira, acabam por consumir produtos impulsivamente, sem planejamento prévio

A posteriori, é necessário lembrar, dessa forma, que a negligência governamental é um grande atenuante da situação de cidadãos já fragilizados. Thomas Hobbes, em seu livro Leviatã, expôs que cabe ao governo a garantia de educação à população, uma vez que nele estão concentrados os recursos. Assim, sem o amparo governamental, tornam-se inviáveis quaisquer mudanças e tal situação tende a agravar-se, uma vez que, como divulgado pelo portal de notícias UOL, a quantidade de inadimplentes aumentou cerca de 2,4 milhões no ano de 2018.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para reverter esse quadro. O MEC, em parceria com a Secretaria de Cultura, deve propor palestra intitulada “A Importância do dinheiro: um norte na educação financeira” em escolas para estudantes de ensino médio, levando em conta a experiência de profissionais da área. Ademais, é fundamental que essas palestras sejam gravadas e disponibilizadas nas redes sociais do ministério, sendo condição sine qua non para o desenvolvimento crítico da sociedade.