A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/03/2020
No momento atual, ascender financeiramente é desejo de muitos cidadãos brasileiros, principalmente entre os mais pobres. Entretanto, a falta de educação financeira, somados aos altos juros e a facilidade de crédito se tornam entraves para aqueles os quais buscam concessões monetárias e se veem constantemente endividados. Sobre essa ótica, urge debater a importância do conhecimento e planejamento das finanças pessoais nas tomadas de decisões dos cidadãos.
Mormente, apesar da menor taxa histórica da SELIC desde o início do século XXI (3,75%), em 2019, o Banco Central (BC) aprovou o teto da alíquota anual para o cheque especial o qual pode chegar à 150%. Por conseguinte, visto esse percentual absurdo em comparativos, o cidadão que porventura precisar desse serviço de modo algum sairá beneficiado. Em concordância a essa triste realidade, encaixa-se também outros produtos bancários, para tanto que com a dificuldade de honrar com seus devedores, na internet, tornou-se sátira pagar os “boletos”. Em um cenário positivo, de forma alguma seria ideal recorrer a empréstimos, mas muitos cidadãos se encontram em realidades de parcelamentos de imóveis os quais chegam à 30 anos.
Sobre outro ângulo, aqueles que desejarem sair dessa inércia financeira, seja por falta de planejamento ou desejo de investir seu capital, deverá contar com canais alternativos. A tomar de exemplo, pode-se citar o do “Favelado Investidor” no youtube ou algumas plataformas oficiais, tal como a da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Instituição do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), todos oferecendo cursos gratuitos. Todavia, o empecilho da não democratização das redes de internet por todo território brasileiro também configura dificuldade no acesso a esses conteúdos.
Destarte, faz-se mister a implementação da educação financeira nas redes públicas de ensino. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em coalizão com o Superministério da Economia, promover nas escolas a implementação extracurricular desses conteúdos econômicos para seus alunos desde o nível básico (com grades que respeitem as faixas etárias). Por meio de aulas focadas em dinamizar esse conhecimento com pesquisas, infográficos e até trabalhos de criações de empresas fantasias para envolvê-los na realidade ocupacional. Além disso, para os adultos em idade não escolar, aumentar o marketing das plataformas digitais e oficias, como também criar canais de denúncia de juros abusivos. Desse modo, haverá cidadãos mais conscientes economicamente e gerações mais preparadas para alocarem seus ativos financeiros.