A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/03/2020
A crise de 29 também conhecida como a Grande depressão representou um efeito dominó de desemprego conjuntural e falência das empresas decorrente da especulação financeira e superprodução de produtos que contrapôs a quantidade de consumidores. Diante de uma crise monetária, a sociedade é dividida em dois perfis: enquanto uns continuam comprando mesmo sem capital e acabam sujando seus nomes, outros desesperam-se pois não se adaptam à nova realidade financeira. Tais comportamentos são reflexo da ausência do aprendizado na gestão do dinheiro.
Os brasileiros que passaram pela crise em meados 2014 são os mesmos que ainda não sabem como administrar suas finanças para honrar a pontualidade do pagamento de suas contas. Pesquisas apontam que nos últimos cinco anos a porcentagem de cidadãos que tem seus nomes sujos superam os 50%. Movidos por propagandas e enganados pela obsolescência programada, os desempregados continuam a consumir mesmo sem poder arcar com as despesas.
Em épocas de instabilidade econômica as taxas de suicídio crescem disparadamente, refletindo a atitude impulsiva dos pais de família responsáveis pela condição monetária que vivem. Os donos de empresa que declaram falência desesperam-se com a necessidade de viver com outra estrutura monetária. A dificuldade de se reerguer começando com pouco resulta na desistência, visto que sem educação financeira não há como transformar um pequeno investimento em uma grande ação.
Portanto, é nítida a necessidade da educação econômica pois através dela o cidadão pode gerenciar adequadamente seu dinheiro sem se prejudicar judicialmente. No entanto, para isso se concretizar é preciso que haja um ensino obrigatório desde a infância para transformar o troco do lanche em um brinquedo antecipado do natal. Cabe ao Ministério da Educação junto ao Banco Nacional Comum Curricular (BNCC) garantir que educação financeira seja uma matéria obrigatória e que apresente o mesmo peso da matemática, visto que se completam. É fácil se acostumar com a abundância, difícil é aceitar a escassez.