A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/11/2021

’’ O importante não é viver, mas viver bem’’. De acordo com o filósofo Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Mais de dois mil anos depois, ‘‘viver bem’’ ainda se mostra uma difícil tarefa a grande parte dos indivíduos que apresentam irresponsabilidade financeira no brasil. Nesse contexto, faz-se necessário um debate acerca da importância da educação finaceira na vida do cidadão, tendo em vista sua abstenção no âmbito escolar e a cultura do consumismo como causadoras dessa problemática.

Sob essa análise, é válido pontuar a não presença dessa temática em um período fulcral na vida de uma pessoa como causadora do probema. De acordo com o sociólogo francês Emile Durkheim, a educação é parte fundamental no processo de cidadania. Sob esse viés, entretanto, as instituições de ensino brasileiras não estão cumprindo seu papel social à risca, uma vez que quando o sujeito se forma no ensino médio, não tem a mínima noção de como investir ou gastar seu próprio dinheiro com responsabilidade. Além do mais, segundo o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o Brasil ocupa o 74º lugar no ranking global de educação financeira, assim, é notório a inadimplência do indivíduo e a necessidade de ensino envolvendo esse tópico.

Outrossim, é importante ressaltar a massificação do pensamento capitalista como promotor dessa situação. Consoante a isso, a Globalização se intensificou na segunda metade do século XX, com o advento de Revolução-Técnico-Científica-Informacional( 3º Revolução Industrial ), que renovou o modo de produção e consumo na sociedade. Nessa conjuntura, é possível perceber que muitas pessoas ainda são vítimas de tais modos, os quais induzem o cidadão moderno a estar sempre consumindo, seja pela obsolescência programada, quando um produto é vendido com predisposião a se tornar obsoleto em um determinado período de tempo, ou seja pela atração gerada nos consumidores devido a grande variedade de mercadorias que chamam sua atenção.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para promover a educação finaceira no Brasil. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação ser o responsável pela criação de projetos escolares que terão a finalidade de oferecer ensino sobre esse tema para os estudantes. Tal ação acontecerá por meio de profissionais capacitados que irão até escolas e, periodicamente, apresentarão aos alunos maneiras inteligentes de investir o seu capital. Por fim, num futuro não muito distante, a população brasileira poderá ‘‘viver bem’’ e se posicionar em uma melhor colocação no ranking global de educação financeira.