A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/10/2022

Endividamento. Consumismo exacerbado. Falta de planejamento. Essa enumeração evidencia alguns, dentre os diversos impactos negativos da falta de educação financeira na vida dos indivíduos. Assim, a inércia governamental é uma das causas desse triste cenário. Dessa forma, a valorização do conhecimento, como mecanismo de transformação social, é de extrema importância.

Nesse sentido, é válido ressaltar que o descaso do Ministério da Educação com a implementação completa da educação financeira, sobretudo nas escolas, uma vez que é nela que os jovens aprendem desde cedo a lidar com finanças. Com isso, a teoria: “Instituições Zumbis”, representa aquelas instituições que existem, porém, na prática, não efetivam seu papel, tornando-se, portanto, “Zumbis”. Dessa maneira, esse ministério, configura-se como “zumbi”, visto que é seu papel, efetivar e cobrar a inclusão em matérias curriculares a habilidade de aprender sobre finanças, entretanto, não é concluído. Posto isso, a validação prática de preceitos teóricos é necessária para reverter os impactos sobre a sociedade.

Ademais, a inadimplência, a compra inconsciente e falta de planejamento são consequências, lamentáveis, da falta de educação financeira. Sob esse viés, o filme: “Até que a sorte nos separe” relata a trajetória de “Tino” que após ganhar na loteria e se tornar milionário, ostenta uma vida luxuosa e não só perde todo o dinheiro, como contrai dívidas. Nesse âmbito, apesar de fictícia, essa obra representa o cotidiano de muitos brasileiros, que por falta de ferramentas, não desenvolveram habilidades como investir, poupar e consumir conscientemente. Evidencia-se a importância desse instrumento para que tenham cada vez mais menos “Tinos”.

Destarte, é mister que o Ministério da Educação, como órgão responsável pela elaboração e execução da política nacional de educação, inspecione, por meio da contratação de fiscais, a implementação efetiva da matéria de educação financeira nas escolas do Brasil. Tudo isso, a fim de que haja a formação de uma sociedade organizada e competente financeiramente para gerir a vida consumidora conscientemente, como também a ressignificação de “Tinos” e das “Instituições zumbis”