A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 08/06/2020

Desde o século XVII,os Estados Unidos,influenciados pela doutrina calvinista de predestinação e prosperidade,possuem incutido em sua formação cultural noções de educação financeira,o que permitiu o florescimento de bases capitalista sólidas,consolidando-a como uma das grandes nações ocidentais.Nessa perspectiva,a educação em questão possui importantes efeitos benéficos,entre estes, a diminuição da inadimplência e o fomento do empreendedorismo.No entanto,há desafios que se impõem como barreiras para tais melhorias,como a falta de estrutura de ensino adequada e o excesso de burocracia.Logo,é necessário ações governamentais visando a solução dessa problemática .

De fato,é notório que a promoção de aulas a cerca da temática em foco culmina em uma diminuição da inadimplência geral,visto que os alunos aprendem a melhor gerir seu rendimento mensal,a evitar gastos supérfluos,bem como a investir a longo prazo,criando um fundo de emergência que garante uma maior estabilidade financeira no futuro,além de proporcionar mais segurança diante das variações no mercado.Isso é mostrado na pesquisa feita pelo Insper,no contexto do coronavírus,em que no Brasil,país com baixa instrução em finanças,possui um índice 40% maior de endividamento em comparação com os Estados Unidos,onde tais noções são culturais.Entretanto, na realidade brasileira,a implementação das aulas em debate esbarram na péssima estrutura de ensino,no qual o governo se omite na obrigação de estruturar uma rede pública de qualidade que permita à população de desfrutar dos benefícios do conhecimento referido.

Outrossim,é inegável a correlação entre educação financeira e empreendedorismo, sobretudo no advento das Startups,em que indivíduos,principalmente jovens,aplicam suas noções de finanças para abrir pequenas empresas com idéias revolucionárias,que recebem a oportunidade de participar de rodadas de investimentos,o que permite o crescimento do negócio,e consequentemente,uma oportunidade de ascensão social para pessoas,principalmente,da periferia.Isso é visto em um projeto da ONG “Somos Educação”,em que é fornecido auxilio para que estudantes da Maré criarem suas Startups,permitindo vários destes saírem dessa condição.Contudo,o gigantismo estatal brasileiro asfixia essas pequenas empresas com sua enorme burocracia,agindo como empecilho para os efeitos citados.

Destarte,a fim de solucionar a problemática em foco,cabe ao Ministério da Educação garantir os bennefícios da instrução financeira,por meio da estruturação da rede pública de ensino,instituindo aula com profissionais qualificados,como investidores.Ademais,com fito de diminuir as dificuldades das pequenas empresas,o Governo Federal deve desburocratizar a legislação desse meio,por intermédio da revogação de MP`s que promovam o excesso de regulamentação dessa área.