A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/06/2020
Segundo o Serasa, 40,3% da população adulta brasileira está com as dívidas atrasadas e negativadas, além de levarem uma vida sem estabilidade financeira. Sob essa perspectiva, admite-se que a inadimplência é fruto do analfabetismo financeiro consolidado na insciência ao manejo correto do dinheiro na infância e adolescência, junto as consequências do consumismo. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, a fim de mitigar os entraves para a adimplência no Brasil.
Em primeira análise, é evidente que a sociedade pós-moderna consolidou-se em bases consumistas e materialistas. Dessa forma, segundo Adorno e Horkheimer, filósofos alemães, a indústria impõe padrões e costumes da elite, a fim de formar uma estética coletiva que contribua para hegemonização das preferências, e que sejam voltadas para o consumismo. Sob essa ótica, a necessidade de posse cresce junto ao desenvolvimento da indústria, pois o consumidor é instigado a adquirir os novos produtos e se adequar aos padrões da elite. Logo, o materialismo transforma a realidade social e cultural do cidadão, podendo acarretá consequências, já que nem todos gozam da mesma realidade financeira.
Além disso, atualmente, o uso de créditos para compras já se tornou uma facilidade do mercado financeiro, por exemplo o cartão de crédito, que proporciona ao consumidor segurança e prazo de pagamento. Entretanto, essas facilidades usadas de forma negligenciada contribuem para a situação financeira vivida por muitos brasileiros. Uma vez que, os cartões contam com a possibilidade e acessibilidade para que muitos possam consumir produtos caros por meio do parcelamento do valor, mas por outro lado, contam também com altos juros. Logo, essa situação propicia a formação de dívidas que compromete a estabilidade financeira do individuo, como mostra dados do Serviço de Proteção ao crédito (SPC), nos quais afirmam que 38% dos inadimplentes têm dívidas no cartão de crédito.
Infere-se, portanto, que é necessário melhorar o bem-estar financeiro do brasileiro. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Economia, implantem a educação financeira de forma efetiva, nas escolas públicas e privadas, por meio da capacitação dos docentes com minicursos, para que possam elucidar em suas aulas sobre o correto manuseio do dinheiro, além de tonar a matéria como obrigatória no currículo básico. A fim de proporcionar a formação de indivíduos alfabetizados financeiros, que serão adultos adimplentes. Assim, o Brasil não somente dará o primeiro passo para enfrentar os empecilhos da educação financeira na vida do cidadão, como também melhorará o bem-estar financeiro da sua população.