A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/05/2020

Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade pós-Moderna está inserida num ciclo infinito de consumismo, o qual origina indivíduos moldados conforme as marcas famosas e a popularidade. Porém, embora as pessoas trabalhem para manter essas aparências, ao final de cada mês, as finanças e todo o esforço para bancar a família, parecem não ser suficientes. Logo, é de extrema importância que esses indivíduos sejam instruídos à administração consciente do que ganham mensalmente a partir de uma educação financeira desde a infância, a qual irá contribuir tanto para eles quanto para suas famílias saírem do famoso ”vermelho”.

Em primeira análise, vale salientar a importância do controle do capital na atual sociedade do consumo. Desde o ingresso do capitalismo na esfera social, as pessoas direcionaram seus salários às mais diversas áreas do consumo, visto que manter uma boa aparência é sinônimo de ostentar o capital que ganham a partir da compra compulsiva. Todavia, boa parte dessas pessoas não se preocupa em poupar as finanças e, em consequência disso, termina o mês com muitas dívidas e falta de capital, uma vez que não foi instruída desde pequena à economizar e administrar o dinheiro com responsabilidade. Por isso, a partir do momento que uma pessoa se torna uma compradora compulsiva, ela coloca em risco toda sua estabilidade financeira, a qual vai desde a alimentação até a moradia.

Em segunda análise, é necessário comentar o papel que determinadas instituições apresentam na vida da população. Apesar de ser responsabilidade do governo de implantar determinadas medidas que contribuam para a formação de indivíduos conscientes na hora de gastar, as pessoas que sofrem com as dívidas e contar para pagar, aprendem por si só a partir de vídeos, por exemplo, os quais demonstram formas de ajustar o gasto mensal ao salário. Todavia, a possibilidade de trabalhar em todos os indivíduos a consciência na hora de comprar, não é realizada de forma específica, visto que desde pequenos aprendem a fazer cálculos algébricos e geométricos, porém deixam de lado a utilidade desse conteúdo para a convivência e sobrevivência em sociedade.

Por isso, a fim de trabalhar a educação financeira na vida dos cidadãos, o Governo deve investir no currículo escolar, a partir de matérias que instruam os alunos à administrar o dinheiro, e que, futuramente, essas crianças possam assumir uma posição crítica e firme diante dos gastos mensais e, assim, possam ajudar suas famílias a saírem do saldo bancário vermelho a cada final de mês. Logo, apenas por meio dessa conscientização desde a infância, o cidadão terá uma estabilidade bancária maior e transformará o meio em que está inserido.