A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/05/2020
“É o futuro que dita a regra do nosso hoje”. O filósofo Friedrich Nietzsche, com esse pensamento, sinaliza que as decisões das sociedades contemporâneas estão condicionadas aos objetivos que devem ser alcançados a longo prazo. Contudo, verifica-se, na realidade brasileira, que ausência de compreensão de tal premissa tem permitido a existência da falta de educação financeira, o que pode comprometer a qualidade do “amanhã” de todos. Por essa razão,é interessante analisar essa questão no Brasil.
Inicialmente, compreende-se que o Poder Público mostra-se negligente ao permitir essa falta de educação.Isso porque existe uma deficiência no processo de conscientização uma vez que basta olhar para um passado próximo e notar que em 2018 cerca de 62,8 milhões de brasileiros terminavam o ano com alguma conta atrasada e com o CPF negativado,e infelizmente mesmo havendo crises financeiras no nosso país os brasileiros não aprenderam a gerenciar suas finanças e não conseguem melhorar a qualidade de vida.Sendo assim,verifica-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos,demonstrando, dessa forma a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes.
Ademais, enfatiza-se que falta engajamento coletivo para se alcançar, realmente, uma sociedade sem essa falta de educação financeira.Como prova disso, verifica-se a inércia de parte da população em não lutar, pois tem a consciência de que uma educação financeira é um ótimo sistema para a melhoria de vida dos cidadãos.Tomando as reflexões do sociólogo Zygmunt Bauman para explicar esse cenário, constata-se que, em virtude do individualismo que se intensificou após a Segunda Guerra Mundial, as pessoas passaram a aceitar quadros negativos.
Dessa forma, o Poder Executivo Federal deve repassar verbas a Secretaria Nacional de Propaganda para que essa em parceria com as mídias - televisão, rádio e internet - produzam, com professores e especialistas em economia, campanhas educativas, com intuito de orientar e alertar sobre os esquemas de juros atribuídos às parcelas e empréstimos, além também de mostrar a importância de desenvolver um planejamento financeiro, além de instâncias de ensino devem ministrar palestras, para pais e alunos, com a finalidade de instruí-los como construir uma educação financeira eficiente no ambiente familiar, gerando, dessa forma, uma normalização dos jovens com esse tema para, assim, melhorar esse cenário de desorganização econômica presente no Brasil.