A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2020
O American Way of Life, promovido no período após a segunda guerra mundial, propagou uma sociedade pautada na idealização e consumo, o que com o aumento do acesso o crédito, ocasionou em diversos países a formação de um novo grupo social: os inadimplentes. Em virtude disso, tornou-se evidente, no Brasil, que a ausência da educação financeira atinge a vida do cidadão e retarda o crescimento econômico do país. Desse modo, cabe analisar os fatores que determinam tais pontos como impasses socioeconômicos a serem superados.
Precipuamente, é conveniente examinar os aspectos que fomentam a inadimplência coletiva. Dessa maneira, Karl Marx, discorrendo em sua tese do Materialismo Histórico e Dialético, afirma que as relações de produção influenciam nas interações sociais e ações individuais. Dessa forma, é notório que o mundo contemporâneo capitalista incentiva o consumismo, fator que sustenta o sistema econômico. Todavia, segundo o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 41% da população adulta do Brasil está em não adimplência, o que explicita o desequilíbrio econômico instaurado. Logo, é visível que tal forma de alienação implantada nas raízes culturais são passadas para outras gerações, perpetuando um impasse que pela omissão Estatal e falta de instrução sobre o assunto permite a manipulação da massa social, que sofre as maiores consequências do problema.
Além disso, é evidente a importância de indicações filosóficas na compreensão de tal questão. Dessarte, Zigmunt Bauman, no estudo sobre a modernidade líquida, expôs que, na atualidade, a liquidez das relações sociais é reflexo da área econômica. Assim sendo, é perceptível que a dinâmica socioeconômica é influente no comportamento coletivo e individual de tal forma que consegue impôr-se também à educação, tornando-a líquida e fomentando sua desvalorização em âmbito social, perpetuando desigualdades em uma sociedade cada vez mais consumista e desequilibrada.
Portanto, cabe, então, a intervenção Estatal para amenizar tal impasse. Por isso, assiste ao Ministério da Educação em anuência ao Ministério da Economia promover, por meio de aulas interdisciplinares entre a matemática e as ciências humanas, a conscientização e formação de cidadãos mais equilibrados economicamente. Assiste também, ao Ministério da Economia, realizar campanhas por meio de redes sociais e propagandas em outros meios de comunicação, com fito de incentivar o consumo consciente e diminuir as taxas de inadimplência no Brasil. Dessa forma, será possível mitigar tal impasse cultural e econômico, construindo uma sociedade mais igual, harmônica e sólida, para um futuro e gerações estáveis. E assim, demostrar o valor da educação para o progresso social e financeiro de uma nação próspera.