A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/05/2020

Com a Crise Fordista de 1929, foi possível observar os impáctos que a economia é capaz de reproduzir diante da sociedade. Tal conjuntura, favoreceu o surgimento de uma população nefasta, em que devido à má administração dos recursos financeiros, a grande massa populacional foi atingida. Na atualidade, esse cenário caótico continua contribuindo com as desigualdades sociais, tornando necessário a implantação de uma educação financeira na vida dos cidadãos a fim de combater os altos índices de pobreza e evitar práticas de consumismo desnecessário.

A princípio, a ausência da educação financeira na vida dos cidadãos brasileiros reflete diretamente no alto número de famílias em situações de vulnerabilidade social. Segundo dados fornecidos pelo Serviço de Proteção ao Crédito, cerca de 62,6 milhoes de brasileiros têm alguma dívida que não foi paga, uma vez que devido à má administração da renda familiar, as pessoas não conseguem poupar a quantia ideal que cubra o débito. Dessa forma, a situação de inadiplência no Brasil é formentada pela ausência do ensino acerca do manuseio adequado dos bens materiais, o que compromete o bem-estar dos indivíduos, que deveria ser garantido pelo Estado, por intermédio dos direitos constitucionais.

Além disso, as propagandas industriais cada vez mais incentivam práticas de consumismo desnecessários e acabam obtendo êxito, pois a população não tem a capacidade de selecionar apenas os produtos importantes. Conforme o pensamento do Filósofo Karl Marx, o capitalismo é um objeto que segrega os cidadãos de uma mesma sociedade, uma vez que as pessoas são compreendidas segundo seu poder aquisitivo. Nesse sentido, devido à ausência da educação financeira, os indivíduos acabam se tornando vulneráveis às estratégias comerciais de venda e contribuem assim com o consumismo desenfreado, que por sua vez resulta numa sociedade caótica.

Portanto, para que haja a implantação da educação financeira na sociedade brasileira, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, compete ao Governo Federal, combater a situação de inadiplência decorrente de dividas não pagas, por meio da implantação da disciplina de Educação financeira nas escolas do Brasil. As aulas deverão ter caráter lúdico, a fim de atrair melhor a atenção dos educandos. Ademais, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com a Mídia, eduque a sociedade que já concluiu o período escolar, por intermédio de comerciais televisivos, que deverão abordar melhores formas de administrar a renda familiar, para que dessa forma a população brasileira possa ser mais consciente de seus atos, e que os problemas pertinentes desde a grande crise de 1929 não perpetue por mais gerações.