A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2020
No contexto histórico do século 5, o Império Romano foi alvo de profundas mudanças políticas e financeiras, em que a má administração do dinheiro foi a causa da queda e ruína dessa sociedade. A partir dessa conjuntura, percebe-se a importância da educação financeira desde os séculos passados, visto que a sobrevivência e harmonia social tanto da sociedade quanto do cidadão dependem de como as finanças são geridas. Por tal motivo, cabe discutir sobre a matéria “educação financeira” nos núcleos educacionais e o impacto no bem-estar contemporâneo.
Primeiramente, é válido pontuar a necessidade de uma disciplina escolar voltada à formação da “identidade financeira” do indivíduo. Com base nisso, o filme brasileiro “Até que a Sorte nos separe” demonstra, de forma clara, a dificuldade de uma família, originalmente pobre, em administrar uma fortuna recente. Essa falta de educação ocorreu, visto que, pela negligência estatal, não tiveram acesso, na infância, a escolas “educadoras de finanças”. Nesse viés, é notório que a habilidade de gerenciar o dinheiro torna-se fundamental na vida das famílias em uma sociedade. No entanto, deve-se preparar para isso no “fundamento da educação”, como afirmou Jean Jacques-Rosseau, filósofo francês, isto é, nas escolas infantis, a fim de inserir as crianças em uma formação econômica mais eficiente.
Ademais, é necessário analisar o impacto em todo o corpo social. Para medir isso, a pesquisa Global de Educação Financeira, realizada pelo Instituto Standard & poor´s, expôs que a Noruega possui a população mais educada financeiramente, e, como consequência, é o país com a melhor qualidade de vida do Globo. Tal análise demonstra uma essencial relação entre o bem-estar contemporâneo e a capacidade de utilizar o dinheiro em favor de uma convivência harmônica de toda a sociedade. Por esse motivo, se o Brasil, caracterizado pelo sistema democrático e Estado de Direito, deseja incrementar os aspectos qualitativos da saúde social, é necessário, a priori, que haja um pesado investimento na educação financeira.
Nota-se, portanto, a urgência em potencializar esse ramo educacional. Para tanto, urge que o Ministério da Educação, pela responsabilidade na formação formal, crie uma disciplina escolar acadêmica chamada de “Educa Finanças”, por meio da contratação de economistas e empresários, mediante concurso público, com carga horária de trabalho de 30 horas semanais. Feito isso, a população brasileira se tornará mais educada financeiramente e, de modo gradual, ocorrerá uma melhoria no bem-estar social, com um futuro distinto daquele ocorrido em Roma.