A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2020
Em 1991, ocorreu o fim da Guerra Fria com a vitória do bloco estadunidense que consolidou o capitalismo no mundo. Esse fato relaciona-se com a importância da educação financeira num globo dominado pela perspectiva capitalizada. Contudo, o cenário educacional brasileiro não compatível com o lado financeiro e a mídia como corpo alienador do indivíduo são empecilhos para a difusão do saber econômico na sociedade.
Mormente, a ausência do ensino financeiro nos centros educacionais são um atraso significativo para o cidadão brasileiro. Nesse sentido, essa educação apresenta um grande valor para o âmbito econômico, pois gera indivíduos com senso de gestão monetária e incrementam a economia interna por meio de investimentos. Segundo o pedagogo brasileiro Paulo Freire, pessoas não transformam o mundo, a educação muda pessoas e pessoas mudam o mundo. Sob essa perspectiva, a instrução acerca das finanças acarreta o desenvolvimento de cidadãos conscientes sobre o mercado global e capazes de modificar sua estrutura social, visto que são abordados o gasto consciente e o princípio de investimentos bancários. Assim sendo, os dados divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito mostram que 41% da população adulta do Brasil concluíram 2018 com conta atrasada e com o CPF negativado, demostrando a necessidade de um ensino voltado à área financeira.
Em paralelo, o fator midiático é um grande potencializador da negação da educação financeira no país. Dessa maneira, o conceito de “consumo alienado”, estabelecido pelo filósofo Karl Marx, configura a atual mídia, na qual utiliza de sua influência para criar um potencial consumidor acrítico direcionado ao comércio. Esse fenômeno ocorre a partir de propagandas e figuras simbólicas do consumismo, como o palhaço Ronald McDonald, emblema da rede de alimentos “McDonald’s” que é considerado o ícone representativo mais conhecido do mundo. Sob essa ótica, o ensino da educação financeira se torna imprescindível para mitigar o quantitativo de vítimas da alienação do consumo desenfreado e tornar os cidadãos aptos para gerenciar suas finanças.
Destarte, existem diversos problemas para a expansão da educação financeira no Brasil. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação e Cultura inserir os conhecimentos econômicos por meio da fusão desse ensino com as matérias da grade curricular em vigor, objetivando aumentar o quantitativo de indivíduos com o saber de gestão financeira. Além disso, é dever da população combater a mídia e a manipulação por via de campanhas conscientizadoras com especialistas na área financeira e publicitária para formação de uma sociedade crítica e menos persuadida. Assim, há a possibilidade de adaptação com o modelo capitalista dominante hodiernamente.