A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/05/2020

Segundo a teoria do vira-lata do teatrólogo brasileiro Nelson Rodrigues, as pessoas tendem a gostar do que vem de fora e negligenciam o que realmente temos. Entrando no contexto da importância da educação financeira na vida do cidadão, o constante crescimento da era do “ter” vem alarmando o lado consumista de grande parte da população, incentivando o consumo desenfreado de produtos, muitas vezes, desnecessários. Ações que, na falta de uma boa instrução, por parte da família e das escolas, geram consequências bem negativas.

Em primeira análise, um filme que retrata muito bem a teoria de Nelson Rodrigues é “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, no qual a personagem “Becky” vive endividada por ser viciada, e facilmente influenciada pela mídia, em fazer compras de moda. O prazer que ela sente em comprar, mostrar para os outros que tem certo produto e, consequentemente, ter altas dívidas são algumas das principais características de parte da população que segue esse comportamento. Fato comprovado com tristes dados divulgados pelo site UOL, no qual revelam que cerca de 63 milhões de brasileiros terminaram o ano de 2018 com o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC. Ou seja, devendo, lamentavelmente, altos valores aos cartões de crédito.

Em segunda análise, de acordo com o filósofo iluminista John Locke, o ser humano nasce com uma tábula rasa e sua consciência é criada a partir do seu meio de vivência. Associando essa teoria ao contexto, a falta de diálogo e atividades que estimulem a conscientização da educação financeira com crianças,principalmente; por parte da família e das escolas, acaba incentivando o consumo desenfreado de produtos. Ações que podem ser contornadas e modificadas com o auxílio criado pelo Governo, conhecido como “Estratégia Nacional de Educação Financeira”, Enef. Política que fomenta o ensino, consciente, da educação financeira.

Portanto, fica claro que medidas precisam ser colocadas em prática a fim de enaltecer a importância da educação financeira na vida dos cidadãos. O Governo juntamente com a mídia deve propagar a redução do consumo desenfreado de produtos e a valorização do pagamento em dia. Ações que devem ser feitas por meio de propagandas que estimulem o consumo consciente e palestras com especialistas, o que reduziria o número de endividados e aumentaria a quantidade de adultos estruturados financeiramente. Já a família, em acordo com as escolas, deve promover o diálogo desde cedo com seus membros e contribuir com as atividades propostas durante as aulas. Ações que devem ser feitas através de gincanas educativas para as crianças e oficinas recreativas para os jovens, ambas atividades com auxílio de especialistas. Atos que conscientizariam e reduziriam o número de"vira-latas".