A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/05/2020

Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente à precariedade da educação financeira em vigor, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além do despreparo familiar, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.                                                                                                                     Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se. Perpassado o tempo, o máximo desenvolvimento racional foi atingido e, com a ascensão do regime capitalista, a sociedade atual é orientada por interesses voltados à lucratividade. Dessa forma, é contraditório e nocivo que, mesmo inserida em um contexto demarcado pela lógica monetária, a família brasileira apenas tangencie aspectos da formação financeira. Assim, ratifica-se ideais defendidos pelo economista britânico Arthur Lewis, visto que, para ele, a educação não é despesa, pois representa um investimento com retorno garantido. Sob essa análise, a modalidade educacional voltada à gerência dos gastos e investimentos é fundamental e possibilita a autonomia do cidadão, além de potencializar sua qualidade de vida.                       Outrossim, a precariedade da educação financeira não centra-se apenas na negligência familiar, mas também em ineficiências governamentais quanto à administração do sistema educativo vigorante, tendo em vista que a abordagem de tal temática é falha ou insuficiente. Dessarte, a teoria da Educação Bancária, proposta pelo pedagogo brasileiro Paulo Freire, é comprovada, pois o processo educacional vigente baseia-se na simples deposição de conhecimentos e informações no discente. Logo, não há estímulo à autonomia pensante e atuação crítica do estudante, que apenas assimila o conteúdo transmitido. Dessa forma, a aprendizagem é superficial e, assim,o cidadão é prejudicado, já que, não raro, desconhece o mínimo necessário ao controle de suas finanças.                                                          Por fim, medidas são vitais à dissolução da precária educação financeira vigente no Brasil. A princípio, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) deve, mediante a realização de palestras televisionadas e regidas por economistas, conscientizar a família sobre sua relevância na formação de indivíduos financeiramente conscientes para que tal prática torne-se rotina na vida parental. Ademais, o governo, por meio da realização de cursos profissionalizantes periódicos, deve atualizar e qualificar a didática de ensino a fim de que conteúdos sobre finanças sejam compreendidos qualitativamente, pois, somente assim, o ideal de evolução proposto por Edison será, finalmente, atingido no Brasil hodierno.