A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/05/2020

No filme, “Até que a sorte nos separe”, retrata a história de uma família que após ganhar na loteria e ficar milionária, não consegue fazer a administração desse dinheiro e, com o passar dos anos, acabam falindo. Desse modo, entende-se que essa problemática está além do âmbito ficcional, já que muitas vezes a falta de educação financeira leva muitos cidadãos a ficarem com dívidas constantes. Sendo assim, cabe analisar que o consumo desenfreado, influenciado por uma sociedade consumista, bem como a frágil educação monetária dos indivíduos, leva o Brasil a ter um enorme número de endividados.

Primeiramente, observa-se que a influência midiática leva muitos brasileiros a consumirem desenfreadamente. Prova disso, é que desde o século XX com a iminência dos polos industriais no Brasil, a mídia teve como papel influenciar o consumo de produtos que agora estavam sendo produzidos no país, de bens duráveis e não duráveis, e muitas dívidas surgiram devido a falta de educação financeira da população. Dessa maneira, percebe-se que o pensamento consumista persiste na sociedade brasileira atual, onde os cidadãos compram mais do que precisam, contribuindo, assim como o aumento das inadimplências.

Além disso, é notório que segundo o filósofo Voltaire mal educar o homem é dissipar capitais e preparar dores e perdas a sociedade. Nesse contexto, as pessoas não terem uma educação financeira desde sua infância, nas escolas, pode impactar de forma negativa o país, visto que, atualmente, no brasil existem cerca de sessenta milhões de pessoas com o CPF(Cadastro de Pessoa Física) inativado, devido a débitos que os colocam na lista do Serviço de proteção ao crédito (SPC). Desse modo, vê-se que tal problemática ocasiona óbice nas contas públicas, já que não afeta o financeiro apenas de um cidadão e sim da sociedade, ocasionando o crescimento da inflação.

Conclui-se, portanto, que é necessário que o governo brasileiro invista em medidas que eduquem a sociedade financeiramente. Logo, é importante que o Estado, em conjunto com o setor midiático, além de influenciarem o consumo, criem projetos de educação financeira, com aulas que passem nos canais abertos de TV, com duração de poucos minutos e que ensinem como se organizar financeiramente, dessa maneira, estimula-se o comportamento menos consumista. Também, é plausível que os governos estaduais, junto com suas secretárias municipais de educação, possam promover palestras sobre a educação monetária para as crianças, com o propósito de influenciar o início  da responsabilidade com o dinheiro e futuramente a  diminuição de pessoas na lista do SPC, assim como a queda da inflação.