A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/05/2020

O cenário mundial de pós-guerra fria é visto como a consolidação do capitalismo como modelo de  sistema político-econômico; nesse modelo, os países e seus cidadãos devem ficar atentos ao fluxo de crédito, uma vez que tudo gira em torno do capital. Assim, devido ao cerne da órbita, a educação financeira é de total importância na vida do cidadão, pois esse mecanismo auxilia dois focos extremamente importantes ao país: a inadimplência financeira da população mais jovem e a manutenção do fortalecimento da macroeconomia.

A priori, segundo o portal de notícias G1, a faixa etária com maior índice de irresponsabilidade financeira é entre os jovens de 18 a 24 anos. Isso ocorre, porque esse grupo é introduzido à vida adulta na maioria das vezes sem quaisquer conhecimentos sobre controle financeiro, visto que as aulas sobre educação financeira só entraram na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2020. Nesse contexto, cabe ao cidadão aprender por si conhecimentos sobre finanças e poupança, ou seja, ir à prática de algo sem a teoria que o mantém. A consequência? Uma sociedade que sempre será inadimplente com a vida financeira, dentro desse espectro, vê-se indivíduos cuja vida nunca sai do “buraco”.

Outrossim, o problema dos cidadãos brasileiros com suas finanças individuais reflete de forma negativa na macroeconomia nacional, posto que quase a metade dos adultos do país vivem endividados. À exemplo, de acordo o UOL Notícias, 41% dos adultos têm o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o que comprova o mal entendimentos dos indivíduos diante às suas finanças. Dessa forma, cidadãos da População Economicamente Ativa (PEA) têm mais dificuldades para comprar determinados produtos que desejam, o que enfraquece a movimentação de crédito no país, além de afetar negativamente o bem-estar social dos cidadãos.

Em suma, para usar da importância da educação financeira na vida do cidadão, o Ministério da Educação precisa assegurar à população o acesso à esse tipo de investimento nas escolas públicas e privadas do país, por meio da capacitação de professores no curso por Educação a Distância (EAD), para não ser preciso a licença burocrática às aulas, além de usar a Semana Global de Empreendedorismo (SGE) para levar palestras aos focos de maior inadimplência financeira, para assim melhorar o entendimento da população, a médio-prazo, em empreendedorismo, investimentos e consumo. Assim, devido à importância da educação financeira, a curva da economia e o bem-estar social será cada vez mais ascendente.