A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/05/2020

Segundo o filósofo grego Epiteto, “só a educação liberta”. Assim, pode se dizer que a educação está para o desenvolvimento do intelecto, assim como, só a educação financeira possibilita entender informações e avaliar quais as melhores decisões a se tomar, quando o assunto é dinheiro. Tradicionalmente o brasileiro foi desestimulado a não querer investir, principalmente após o fiasco que foi o Plano Collor, em que muitos viram seus investimentos virarem pó. Entretanto, esse cenário tem mudado lentamente, e novamente falar sobre finanças volta a estar presente nas rodas de debates, tornando a educação financeira a fazer parte da Base Curricular Nacional. Isso, é fundamental para a formação de consumidores conscientes, assim como possibilitaria o crescimento da economia.

A princípio, após o Ministério da Educação ter aplicado em algumas escolas públicas brasileiras, um projeto que aborda a educação financeira, foi constatado pelo Banco Mundial que após o projeto, mais jovens passaram a realizar listas mensais de gastos, a negociar o preço e meios de pagamento ao efetuar uma compra e mais jovens passaram a poupar. Além disso, as famílias daqueles que participaram do projeto aplicaram temas como orçamento, planejamento e taxas bancárias nas conversas e decisões dos gastos dentro de casa. Isso é extremamente positivo, pois o resultado de jovens educados financeiramente poderia contribuir para o crescimento do produto interno bruto (PIB).

Em segundo, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (AMBIMA), relatou que menos da metade da população brasileira poupa algum dinheiro, devido à histórica instabilidade econômica do Brasil. Todavia, esse cenário tem mudado aos poucos, isso porque os brasileiros têm se familiarizado com investimentos com maior facilidade, sem tantas burocracias. Diante disso, aumenta a confiança em querer investir, mesmo que seja em opções de baixo custo, como a poupança, o que aumentaria o volume da poupança nacional, favorecendo investimentos e tornando as taxas de juros mais baixas de modo a favorecer o desenvolvimento da economia.

Portanto, crianças que são estimuladas desde cedo a entender e questionar sobre finanças tendem a se tornar cidadãos mais responsáveis nos seus gastos e acabam estimulando a economia. Dessa forma, é primordial que a educação financeira não seja vista apenas como mais uma matéria escolar, e sim que seja integrada ao conjunto de conteúdos em todas as disciplinas, através da capacitação dos professores. E ainda, que iniciativas públicas e privadas disseminem o tema para adultos e populações com déficits de conhecimento mediante oficinas, aulas gratuitas, propagandas, cursos e eventos comunitários, para dar início a uma era de empreendedorismo no Brasil, possível apenas com uma educação financeira.