A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/05/2020

No seriado “Todo mundo odeia o Chris” é exposto um comportamento compulsivo de consumo de “Rochele”, de forma cômica. Fora do campo fictício, é visível que a realidade brasileira, nesse contexto, se afasta do viés humorístico e se aproxima de um âmbito preocupante quanto à gerência de recursos monetários. Desse modo, fica evidente que a importância da educação financeira para o cidadão está pautada na subversão de uma manipulação midiática consumista, bem como encontra-se centrada no desenvolvimento de uma criticidade necessária ao alcance de um equilíbrio e estabilidade.

De antemão, percebe-se que o combate à manipulação consumista exacerbada é uma das importâncias da educação financeira na vida do cidadão. Nesse sentido, analisa-se a teoria do filósofo Adorno, em que é afirmado que a mídia manipula o ser humano para gerar comportamentos massificados, como o consumo desenfreado. Consonante a isso, chega-se à conclusão de que a indução midiática mercadológica é uma das grandes impulsionadoras do endividamento e descontrole nesse contexto da sociedade contemporânea. Nessa lógica, evidencia-se que o estudo de gerência monetária é algo imprescindível para o rompimento dessa barreira manipuladora, pela adesão de ciência necessária para escapar de uma impulsão “hipnótica” para compra de bens supérfluos.

Além disso, infere-se que o desenvolvimento de uma criticidade autônoma para a gerência de recursos é outra importância da educação financeira para o cidadão. Nesse âmbito, destaca-se a afirmação do educador Paulo Freire, em que foi exposto que é papel educacional a modelagem de indivíduos críticos dotados de autonomia para o pleno exercício de uma vida social. Nesse contexto, chega-se à conclusão de que a aplicação desse sistema educativo nas escolas do país é algo que extrapola o objetivo informativo mecânico e adere-se ao viés prático cotidiano. Isso porque a habilidade de gerenciamento monetário é um princípio básico para o alcance do equilíbrio e estabilidade.

Portanto, é inegável que a educação financeira expõe importâncias para a vida cidadã. Logo, cabe ao Governo Federal instigar a população no combate à manipulação consumista, por meio de palestras semanais em praças públicas com conteúdos expositivos de estratégias de economia e investimento para o público adulto. Também, é dever do Ministério da Educação afirmar uma autonomia crítica para com a gerência de recursos, inserindo desde o fundamental a disciplina de gerenciamento monetário na grade escolar. Assim sendo, o combate ao consumo exacerbado e uma criticidade econômica serão alcançados.