A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/05/2020

Desde a Idade Clássica, o giro de capital tornou-se uma ferramenta intrínseca ao ser humano, e por isso, surgiram teorias econômicas, como mercantilismo e o capitalismo, com a tentativa de moldar o pensamento em torno de uma educação financeira. No entanto, apesar da sociedade saber a importância de uma educação financeira na vida social, nem sempre eles estão aptos ou dispostos a manter atos que contribuam para um saldo positivo ou que rompa de vez com as tradições errôneas sobre o manuseio do capital, o que vem desaguando em efeitos maléficos como a grande percentagem de brasileiros com nome sujo e devedores em prol de impostos pelos cartões de crédito.

Por mais que seja uma pauta antiga em discussão no cenário brasileiro e apesar dos esforços pela Receita Federal em inúmeras campanhas de quitação de dívidas, a educação financeira é sempre um assunto que aborda diferentes complexidades, pois existe um hábito absurdamente negativo por parte da população que se baseia em buscar créditos quando não se tem o valor integral à ser pago. A partir disso, gera um efeito cascata em dívidas o que traz à tona consequências como a cobrança do valor mais os juros abusivos por parte dos credores, que na maior parte das vezes, são os próprios bancos ou cartões de crédito. Assim, é coerente e necessário que exista uma reeducação de maneira que amenize tais efeitos, o que poderia ser evitado com a introdução da teoria de Pitágoras, o qual dizia “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos.”

Com base nisso, em 2019 a Câmara do Senado aprovou que a Educação Financeira seja introduzida no currículo matriz da educação de base, o que torna um ganho fundamental para a sociedade brasileira. Dessa maneira, vem à tona outra circunstância, a necessidade de moldar uma educação financeira, o que de acordo com Mário Sérgio Cortella, se diferencia do processo de escolarização cujo somente a Escola tem o papel de educar. A partir de tal retórica, é válido pontuar que para o âmbito nacional tenha uma remodelação de tais práticas financeiras em prol de efeitos positivos, os familiares precisam disciplinar tais práticas desde a infância, permitindo atribuir limites monetários nas crianças.

Para que a educação financeira se expanda a fim de atribuir mais valor à vida social, é primordial que a Mídia, configurada como Corpo Docente, pelo educador Mário Sérgio Cortella, propague publicidades com o intuito de destacar a necessidade de planejamento financeiro de curto e longo prazo. E ainda, é necessário que o Ministério da Economia em junção com os credores realizem mais campanhas a fim de colaborar para a quitação das dívidas, de maneira que possibilitem alternativas viáveis levando em conta a redução de juros para que em longo prazo, permita o cidadão adaptar sua rotina de gastos à novas modalidades tais como a poupança e os investimentos.