A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/05/2020
O filósofo grego, Aristóteles, desde o período clássico dizia haver um “meio-termo de ouro”, no qual o indivíduo não deveria ser avarento, nem tão pouco esbanjador a ponto de desperdiçar. Pois, para a ética aristotélica, a felicidade provém do equilíbrio. Nesse contexto, os brasileiros encontram-se numa desarmonia financeira e harmonizar esse cenário é de suma importância para a consolidação de bons hábitos, combatendo a inadimplência crescente, além de proporcionar uma ressignificação do consumo.
Em primeiro plano, a educação tem o papel de conscientizar, segundo o pedagogo Paulo Freire, e fugir do modelo bancário, onde são depositadas informações sem que o aprendiz compreenda como de fato usa-las. Baseando-se nisso, quando o cidadão é educado de forma a gerenciar suas finanças, não como uma obrigação, mas sim na consciência do quão libertador é para suas metas de vida, essa passa a ser uma atividade virtuosa. Alem da formação de uma mentalidade executora e consciente, voltada para bons hábitos e ,consequentemente, honrando suas pendências de modo a evitar inadimplências.
Em segundo plano, a emergência do modo de vida consumista, que vem ganhando forças desde o mercantilismo nos anos de 1500, fez com que os cidadãos passassem a ver a posse do dinheiro como uma meta e não como uma ferramenta para alcançar suas metas. Nesse sentido, a educação financeira tem o poder de proporcionar aos indivíduos uma nova visão sobre sua forma de consumir e instiga-los a usar essa ferramenta de maneira inteligente. Dessa forma, elevando o número de conquistas pessoais dos brasileiros, como também o índice de desenvolvimento pessoal do País.
Portanto, diante do importância da educação financeira na vida do cidadão, é necessário que os centros educacionais conscientizem seus alunos, de maneira efetiva. Visto que, esse novo assunto deve ser abordado não só nas aulas de exatas, como principalmente em humanas, devido ao impacto que tem na vida dos indivíduos e a história trás excelentes exemplos. Isso deve ser feito, por meio de um projeto educativo visando inserir esse tema da melhor maneira possível para que tenha o impacto estipulado. Atrelado a isso, o Ministério da educação, juntamente com a mídia, deve fazer com que palestrantes, influencers e livros digitais, que tratem sobre educação financeira, tenham seu alcance ampliado, na intensão de que a maior parcela da sociedade tenha acesso a esse conteúdo e possa dissemina-lo aos outros. Desse modo, os brasileiros poderão alcançar o “meio-termo de ouro”, mencionado por Aristóteles e serem cidadãos realizados, que assumem o controle de suas finanças, visando suas conquistas.