A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/05/2020
Após a segunda guerra mundial, uma filosofia de vida foi dispersada numa escala global com o objetivo de expandir o capitalismo por meio do incentivo ao consumo, o chamado: Jeito Americano de viver. Ainda é possível observar a influência desse ato histórico sob a sociedade brasileira, uma vez que o consumo em excesso segue sendo encorajado. Este cenário, somada ao advento das novas tecnologias como o cartão de crédito, encorajou a compra sem resposta imediatada. Nesse ínterim, muitos indivíduos acabaram sendo prejudicados financeira e socialmente, em função de seu despreparo para com a relação de bens e consumo, que quando não controlada tende causar o acúmulo de dívidas e com isso consequências ainda maiores numa visão social.
Em primeiro lugar, é essencial visualizar como esse acúmulo se dá num setor individual. O incentivo cada vez maior ao consumo resultou na criação de dispositivos como o cartão de crédito, que possibilitam a compra sem a necessidade de possuir o valor em mãos. Nesse ínterim, a sensação de “poder” sem a presença de uma auto fiscalização, permite que o individuo sem se dar conta ultrapasse seus limites. Prova disso, é a obra cinematográfica “Os Delírios de consumo de Becky Bloom”, em que a protagonista não possui uma educação financeira e o costume de controlar seus gastos. Na trama, ela perde o controle de seu consumismo e se vê perdida entre dívidas e o desejo de comprar mais.
Outrossim, do ponto de vista social o descontrole financeiro também pode ser visto de forma negativa. Isto, porque pode resultar em consequências como o bloqueio de atividades de consumo, e em alguns casos perdas de bens materiais de valor, o que dificilmente pode ser ocultado do público. Ademais, a própria visão do ser social muda diante dos outros e de si mesmo quando colocado em situações deste tipo, e este tende a se isolar em função da lesão social e psicológica causada. O que pode ser considerado um problema porque de acordo com Hanna Arendt, estar isolado é estar privado da capacidade de agir, e assim permanecer estagnado nessa condição.
Por conseguinte, é imprescindível que medidas sejam tomadas em função do empasse. Sob essa perspectiva, cabe ao Ministério da educação a adição do conteúdo de controle financeiro, desde os primeiros anos do fundamental ao setor universitário. No ensino fundamental, a educação financeira deve acontecer de forma recreativa, por meio da montagem de peças como “mercadinhos” de brinquedo, com peças de papel ou reciclados e dinheiro também desses materiais. No médio e universitário isso deve ser aplicado por meio de palestras, e a montagem de debates acerca do assunto. Para que assim, cresçam como cidadãos conscientes e capazes de compreender seus limites não os ultrapassem como fez a personagem citada Beck Bloom.
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