A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/05/2020
O contato com a vida financeira começa precocemente. Situações cotidianas como ganhar dinheiro dos parentes tem início ainda na infância, seja para comprar a famosa “balinha” seja para colocar em um cofre. No entanto, quando esse contato passa a ser frequente e de forma errada, uma da consequências pode ser a falta de consciência financeira, que ainda pouco valorizada. Logo, analisar medidas que evitem a falta de administração do dinheiro é de suma importância para evitar danos como: o consumo desenfreado e a manipulação do indivíduo.
Em primeira análise, é inegável que a não educação financeira pode gerar uma sociedade consumista. Em pleno século XXI, a era da tecnologia e da informação domina a vida do indivíduo contemporâneo. Diante disso, propagandas excessivas de produtos e cosméticos nas famosas redes sociais, por exemplo, somado ao descontrole monetário, geram sensações de falsas necessidades, levando o cidadão a consumir muitas vezes o que não precisa. Consequentemente, os resultados da falta de consciência do gasto gerado, são, muitas vezes, dívidas exorbitantes em cartões de crédito e, em situações mais graves, o nome do cidadão pode acabar no Serviço de Proteção ao Crédito, mais conhecido como SPC.
Em segunda análise, a manipulação do sujeito devido a má condução financeira é outro fator preocupante. Desde a infância, é fundamental que os pais estabeleçam limites de gastos e estimulem questionamentos sobre o real valor das coisas antes fazer uma compra. Todavia, quando isso não ocorre, com o passar do tempo, situações como questionar preços muito altos ou pedir descontos em mercadorias passam muitas vezes despercebidas. Dessa forma, quem oferece certo objeto, ao se deparar com o não entendimento financeiro do cidadão, vê nisso uma oportunidade de explorar monetariamente o consumidor, impondo preços que não condizem com o real valor do produto.
Dessarte, fica claro que a educação financeira é essencial para evitar uma sociedade consumista e manipulada. Logo, os meios comunicação como a televisão, podem, por meio do seu grande poder de alcance, abordar em programas e telenovelas os efeitos causados pela má administração do dinheiro, evidenciando os resultados negativos que o consumo exacerbado podem gerar no meio social. Sendo assim, a sociedade pode refletir sobre a importância desse tema de forma simples e eficaz. Além disso, as escolas, juntamente com as secretárias de educação, podem contratar economistas e promover palestras educativas para os pais dos alunos, ressaltando a importância de estimular desde a infância questionamentos sobre o meio financeiro e demarcar limites quando se trata de desembolso. Somente assim, a disciplina financeira será cada vez mais eficiente e valorizada na sociedade.