A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 28/05/2020

Com o fim do Feudalismo,no século XV,surgiram as primeiras práticas capitalistas,as quais foram baseadas no acúmulo de riquezas,o que tornou a organização financeira indispensável para o ser humano.Apesar disso,mais de 600 anos depois,a educação financeira ainda é escassa no território brasileiro.Esse panorama aflitivo incita uma ação expressiva do Estado e da sociedade civil,em prol de melhorar as condições de vida dos cidadãos,diante do Capitalismo.

Efetivamente,o sistema capitalista é baseado no acúmulo de capital e na busca pelo lucro máximo.Nesse contexto,de acordo com lógica da Industria Cultural, a mídia induz os indivíduos ao consumismo,relacionando a compra de um produto com o alcance da felicidade.Sob essa perspectiva,conforme o Sistema de Proteção ao Crédito(SPC),mais de 40% da população brasileira tem o nome no cadastro de devedores,o que evidencia o consumo descontrolado e a necessidade de que haja educação financeira no País.Tal realidade está diretamente atrelada à negligência de muitas  famílias quanto a orientar os indivíduos sobre como administrar os gastos.

Ainda sob esse viés,vale ressaltar que,segundo o artigo 3º da  Constituição Federal de 1988,um dos objetivos da República é garantir o desenvolvimento nacional.Entretanto,é notório que esse mecanismo jurídico não tem sido suficiente para assegurar o sucesso econômico do País,uma vez que o Brasil é 74° no ranking global de educação financeira.Tal dado reflete a ausência da educação financeira como uma disciplina escolar e  demonstra a alienação de muitos indivíduos quanto ao contexto socioeconômico em que estão inseridos.

Portanto,visto que a educação financeira é imprescindível desde o fim do Feudalismo,urgem medidas que a torne eficiente no Brasil.Para tanto,cabe às famílias economicamente responsáveis,por meio de diálogos sobre o uso consciente do dinheiro e os riscos do consumo excessivo,ensinar os indivíduos a como gerir o próprio dinheiro,a fim de que sejam prudentes e evitem dívidas.Ademais,compete ao Governo,mediante o Ministério da Educação,oferecer a educação financeira como uma disciplina escolar,com aulas que expliquem sobre investimentos e aplicações na Bolsa de Valores,com o fito de situar os cidadãos no contexto socioeconômico atual.