A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/05/2020
No filme “O Rei Leão”, o personagem Rafiki afirma que o passado pode doer, mas em sua visão, há dois caminhos diante de uma problemática, fugir ou aprender. Esse pensamento permite estabelecer um paralelo com a importância da educação financeira da população no Brasil, que verifica-se, o alto número de pessoas com restrições de acesso ao crédito, seja pela falta de capacidade de pagamento, seja pela ausência de conhecimento educativo para melhor gestão dos recursos financeiros pessoais.
Sob essa óptica, o filósofo André Comte-Sponville — no livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes — tratou da prudência como meio de terminar o necessário e evitar o desnecessário. Acerca dessa lógica, a instabilidade econômica do País, somada a falta de planejamento financeiro a longo prazo, tornando a saúde financeira da população uma incerteza, além de uma possível inadimplência. Contudo, a insuficiência das políticas públicas de ensino financeiro nas escolas, é evitado pois, se faz necessário o consumismo, o que atenua a ação desenvolvimentista deste. A título de exemplo, o Brasil — segundo o SPC (Serviço de proteção ao Crédito) — fechou o ano de 2018 com mais de seis milhões de pessoas com restrições. Destarte, é necessário maior protagonismo por parte dos governantes, concretizando o pensamento de Comte.
Além disso, alude-se ao pensamento do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar que, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo nas escolas ao acesso dos jovens ao mundo financeiro, haja vista que existem muitos jovens que não conhecem sobre poupança, conta-corrente, essa ausência de conhecimento financeiro prejudica a formação socioeconômica dos jovens. Dessa forma, as instituições de ensino possuem uma importante função na educação financeira, colaborando para que os cidadãos possuam uma melhor gestão de suas finanças pessoais e familiar.
Diante do exposto, evidenciam-se os desafios sociais e econômicos para a educação financeira da população brasileira. Nesse sentido, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve criar parcerias público-privadas com bancos e cooperativas de crédito, para investir na educação financeira dos jovens estudantes, de modo que estas instituições abram conta poupança para todos os jovens, estimulando a cultura de poupar. Paralelamente, o Congresso Nacional deve desenvolver leis, através de estudos sociais, para facilitar as renegociações de créditos, tendo em vista o alto número de pessoas inadimplentes. Desse modo, o pensamento do personagem Rafiki se efetivará como solução para a problemática da educação financeira na vida do cidadão.