A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/06/2020
De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cerca de 62,6 milhões de brasileiros terminaram o ano de 2018 com alguma conta atrasada e o CPF negativado, o que representa 41% da população adulta no país. Apesar da crise econômica e a lenta recuperação, os brasileiros ainda não aprenderam a gerenciar suas próprias finanças, o que acarreta em um déficit significativo na economia, provocando principalmente endividamento e limitações pessoais em relação aos planos futuros.
Conforme opinião do Doutor em Educação Financeira Reinaldo Domingos, o Brasil necessita de uma reforma na grade curricular das instituições de ensino que envolva a prática do estudo monetário - o que já foi decidido através da Lei nº 7.397/2018 mas que ainda não passou a valer devido inconstâncias no âmbito educacional, como a falta de profissionais especializados - com o intuito de trabalhar a economia e o equilíbrio entre o fazer e o ter, sendo apresentado desde a primeira infância com atividades que estimulem o empreendedorismo e permita que as futuras gerações desenvolvam habilidades necessárias para lidar com as decisões pecuniárias futuras consolidando que o aprendizado visa uma prática de consumo consciente, diferenciando vontades de necessidades.
Deste modo, a idealização desta modalidade não entraria na grade curricular como uma categoria de ciências exatas, e sim, em humanas, visto que diz respeito diretamente ao comportamento da sociedade e as consequências de seus atos. A falta de tal variante no currículo escolar permite que jovens e adultos não consigam administrar as suas economias e amadureçam com uma grande chance de se tornarem inadimplentes, endividar-se devido a prática de consumismo e desentendimento de assuntos que envolvam planejamentos, investimentos e gastos equilibrados, uma vez que um indivíduo com o conceito financeiro sólido, reconhece o verdadeiro valor da moeda e economiza com base na análise de seus gastos.
Evidencia-se, portanto, que é visível a necessidade de se tornar ativo o hábito de controlar o próprio dinheiro e acionar a lei já vigente, cabendo às Secretarias de Educação de cada estado oferecerem aos docentes de todo cunho escolar cursos preparatórios que os tornem aptos a lecionar de maneira eficaz e distribuição de materiais didáticos necessários (tais como livros e cartilhas) concomitante ao âmbito familiar na preparação de jovens quanto a sua educação financeira por meio de projetos e atividades extraclasse, somado a programas realizados pelas prefeituras municipais que incluam toda a comunidade através de propagandas que estimulem a prática da economia, por fim, acarretando na desobstrução do atual cenário brasileiro.