A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/06/2020
A partir do aumento progressivo da complexidade dos mercados financeiros e com o surgimento do sistema capitalista, tornou-se necessário um planejamento a respeito da finalidade dada ao dinheiro estatal, caracterizando uma introdução à educação financeira. Nesse sentido, com aumento da participação de todas as classes sociais na economia, tal gênero educacional intitulou-se significativo, uma vez que, interfere nas atuais altas taxas de pessoas que se encontram com o nome endividado, assim como nas crises econômicas causadas pela má administração financeira.
Ao passo que o capitalismo se difundiu pelas diferentes nações do mundo, tornou-se o sistema de mercado vigente, de modo que, articula táticas que incentivam o público alvo à compra, senda esta algumas vezes em excesso, o que pode acarretar dívidas de acordo com a falta de planejamento financeiro alienada ao exacerbado consumismo. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 41% da população adulta brasileira, ou seja, 62,6 milhões de pessoas, encerraram 2018 com contas atrasadas e CPF negativado. Deste modo, comprova-se a tese de que parte da população não possui correta instrução financeira, adquirindo dívidas que não são capazes, ou possuem dificuldades, de liquidar.
Assim como na vida pessoal do cidadão, a educação financeira também se faz fundamental na organização econômica de Estados, indústrias e comércios. Nessa perspectiva, registrara-se inúmeras crises fomentadas pela equivoca administração de bens, sendo uma das mais graves e recentes, a queda da bolsa de valores de Nova York de 1929, iniciando uma crise financeira mundial, isto é, apesar de ter eclodido nos Estados Unidos, tal federação era considerada uma potência mundial, ou seja, sua economia estava interligada à inúmeros outros países. Dessa forma, tal crise foi uma consequência da grande expansão de crédito por meio de oferta monetária, aglutinada a problemas econômicos oficiais. Destarte, de acordo com o filósofo chinês Confúcio, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros, em vista disso, não investir em educação financeira, poderá resultar semelhantes problemas já enfrentados no passado.
Assim sendo, por ser um problema atual, torna-se necessária a execução de ações em prol da redução das atuais adversidades resultantes da má educação financeira. Portanto, faz-se necessário investimentos do Governo, assim como das escolas, na criação da disciplina de educação financeira para os alunos desde o ensino fundamental, fazendo com que crianças aprendam, por meio de palestras e orientações a respeito de situações cotidianas, a desempenhar correta administração financeira, para que sejam, mais tarde, adultos bem-sucedidos.
Governo, criando palestras e anexando na rotina escolar desde o início