A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 02/06/2020

“O homem é o que a educação faz dele”. Segundo o filósofo Immanuel Kant, a educação é uma exigência na vida em sociedade. Entretanto, essa não é a realidade de cidadãos que carecem da educação financeira. Tal quadro é muito comum na vida dos mesmos, pois não é visto como tal. Esse cenário é fruto tanto da omissão do Estado, quanto da família. Diante disso, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro.

Precipuamente, é essencial pontuar a omissão do Estado como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, à uma displicência das autoridades em promover políticas públicas que visem a educação econômica. Isso decorre da secundarização à pautas de conscientização financeira, seja em instituições de ensino ou em meios de comunicação em massa. Com isso, o cidadão é incentivado -por meio da mídia- ao consumismo, mas não é instruído a lidar com juros, empréstimos e parcelamentos. Por conseguinte, o número de inadimplentes cresce. De acordo com a SERASA, 36 milhões de brasileiros possuem dívidas não pagas. Desse modo, fica evidente que a omissão do Estado contribui para a problemática.

Ademais, é imperativo ressaltar que a família corrobora com o impasse, pois não ensina as crianças a importância da educação financeira desde cedo. Além disso, não ensina-lhes a ter autonomia financeira, por meio de “mesadas” e “cofrinhos”. Assim, serão formados cidadãos que não sabem a importância que a educação financeira tem em suas vidas, sofrendo, assim, com essa carência educacional. Tal fato é muito bem retratado no filme “ Até que a sorte nos separe”, no qual Tino é o protagonista que ganha na loteria e gasta toda sua fortuna em pouquíssimo tempo. Nesse viés, esse fato não ocorreria se ele tivesse conhecimento sobre gestão econômica. Desse modo, o âmbito familiar favorece o problema, já que ele tem importante papel na formação dos cidadãos.

Portanto, fica evidente a grande importância que a educação financeira tem na vida do cidadão. Dessarte, com o intuito me mitigar a falha familiar, o Poder Executivo Federal deve investir em campanhas publicitárias, por meio da mídia – rádio, televisão e internet – para que os cidadãos se conscientizem sobre importância da educação financeira no âmbito familiar. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) deveria instituir, na grade curricular escolar, matérias ligadas à gestão econômica. Essas, por sua vez, exerceriam o papel de instruir o indivíduo à lidar com crises financeiras, à gerir o dinheiro, entre outros. Tal iniciativa teria como finalidade a formação de cidadãos capacitados para administrar economicamente seus gastos. Só assim, a realidade dos cidadãos que sofrem com a carência da educação financeira se aproximará da descrita por Immanuel Kant.