A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 02/06/2020

No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, é possível observar o drama de Rebeca, uma compradora compulsiva que coloca sua carreira profissional em risco, devido ao excesso de consumismo em seu cotidiano. Fora da ficção, essa não é uma realidade distante, tendo em vista os muitos brasileiros que não possuem controle sob o seu poder aquisitivo e se tornam inadimplentes. Por conseguinte, urge a necessidade de discutir a importância da educação financeira na vida do cidadão, a fim de que não sejam prejudicados pelo mercado capitalista e pela própria ignorância intelectual.

A priori, é indubitável que, à medida que o indivíduo não possui controle pessoal financeiro, ele fica suscetível à alienação promovida pela indústria midiática e as marcas de consumo que criam, por meio das propagandas de marketing, a falsa precisão de adquirir novos produtos ou serviços que muitas vezes não necessitam, mas garantem modernidade e status, corroborando a máxima do filósofo Jean Baudrillard: já não consumismos coisas, consumimos signos. Dessa forma, o cidadão adquire dívidas desnecessárias, compromete suas economias e posteriormente se encontra com o nome sujo no SPC (Servição de Proteção ao Crédito), caso não consiga quitar a pendência.

Ademais, um grande exemplo da relevância de administração do capital são os ganhadores do Reality da Rede Globo “Big Brother Brasil”, os quais, saem do programa com um milhão e meio de reais para utilizar como quiserem. No entanto, devido a ausência de planejamento financeiro, muitos não fazem bom proveito da vida milionária, como a ganhadora da quarta edição, Cida, que perdeu todo o prêmio, pois não soube investir (Blastingnews). Diante disso, fica evidente, que saber administrar as finanças é importante tanto para guardar a renda, como para multiplicá-la, a fim de que o dinheiro seja uma solução, e não um problema.

Portanto, é dever do Governo Federal garantir acesso à educação financeira para os brasileiros, por meio de cursos gratuítos, com a participação de professores e economistas capacitados, que ofereçam métodos de como economizar, como investir, e como analisar criticamente as propagandas e marketing que incitam o consumismo exacerbado para gerar lucro à indústria capitalista. Outrossim, o Ministério da educação deve incluir aulas de ensino financeiro como obrigatórias na grade curricular do Ensino Médio, com o intuito de preparar os jovens desde cedo para administrar com sabedoria o seu poder aquisitivo. Espera-se, com isso, cidadãos mais conscientes financeiramente que a protagonista Rebeca.